Cetoacidose Diabética: entenda o que é e como evitar | bioXtra

Cetoacidose Diabética: entenda o que é e como evitar

 em Diabetes

Conviver com diabetes pode causar danos irreversíveis ao ser humano. Entenda o que é a cetoacidose diabética, um dos quadros mais graves entre os diabéticos.

Receber o diagnóstico positivo de diabetes por si só já é o preocupante. Lidar com as complicações e emergências decorrentes da doença pode ser ainda mais grave, caso a pessoa não controle os níveis de glicose no sangue. A cetoacidose é uma situações emergenciais que devem receber atenção especial do paciente diabético.

O que é

A cetoacidose diabética é uma complicação séria que acontece quando o organismo do diabético produz ácidos sanguíneos (cetonas) em excesso. O problema pode levar ao estado de coma ou mesmo a óbito.

A complicação ocorre pelo fato de os níveis glicêmicos do paciente estarem muito altos, de modo que a cetoacidose atinge com mais frequência pessoas com diabetes tipo 1 e, com menor constância, as pessoas com diabetes tipo 2. Nestas, a complicação aparece geralmente quando existe uma infecção ou quando a aplicação de insulina é feita de maneira inadequada.

Insuficiência de insulina e cetoacidose diabética

A principal razão para alguém entrar em cetoacidose diabética é a insuficiência de insulina no corpo. A insulina é o hormônio que tem como principal função promover o transporte da glicose que está no sangue para as células e assim gerar energia para o organismo.

A falta de insulina resulta em duas consequências: o aumento do índice glicêmico e a redução das atividades das células, por causa da falta de energia. Assim, o corpo humano passa a utilizar os estoques de gordura do corpo para gerar energia. É nesse momento em que as cetonas começam a se formar.

As cetonas são compostos orgânicos ácidos que desequilibram o pH e a composição sanguínea. A falta de controle dessas substâncias pode levar o paciente à morte.

Causas da doença

As principais causas da cetoacidose diabética são:

  • Aplicação inadequada de insulina;
  • Disfunções endócrinas, como acromegalia, feocromocitoma e hipertireoidismo;
  • Desidratação e consumo excessivo de refrigerantes e bebidas açucaradas;
  • Doenças agudas, como: hemorragia digestiva, infarto do miocárdio, infecções (gripe, pulmonar, urinária) e outras;
  • Drogas e medicamentos diversos;
  • Tratamento ausente ou inadequado com insulina ou medicamentos.

Sintomas

Conheça os sintomas mais comuns da doença:

  • Desidratação e boca seca;
  • Desorientação;
  • Dor ou sensibilidade abdominal;
  • Coma;
  • Hálito cetônico (semelhante à fruta podre);
  • Hipotensão;
  • Febre;
  • Fraqueza;
  • Náuseas;
  • Respiração descompassada;
  • Sede excessiva;
  • Sonolência;
  • Taquicardia;
  • Urina em excesso.

Como prevenir

Saiba como prevenir a cetoacidose diabética, principalmente se você convive com diabetes:

  • Aplique a insulina corretamente: sempre verifique o funcionamento da bomba ou aparelho de aplicação.
  • Monitore com frequência o índice glicêmico com o glicosímetro e evite picos de açúcar no sangue.
  • Consulte seu médico regularmente, bem como faça os exames periódicos para controle do diabetes.
  • Procure alimentar-se de forma saudável, com refeições equilibradas e comidas com pouco açúcar, gorduras e carboidrato.

A cetoacidose diabética é uma situação emergencial, que deve ser tratada em pronto-socorro e de forma imediata. Porém, evitar o quadro é o mais recomendado para impedir suas consequências, como coma ou até a morte.

Quem tem diabetes pode levar uma vida normal, se realizar os cuidados diários necessários para controle da doença. O que você faz para controlar o açúcar na corrente sanguínea? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.

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