Iodo terapia: saiba como funciona este tratamento para o câncer de tireoide

A iodoterapia é um tratamento via oral pós-cirúrgico realizado em pacientes com câncer de tireoide. Saiba como o procedimento é realizado.

A iodoterapia é um tratamento clínico feito por via oral e com internação do paciente em quarto especial. O procedimento deve ser administrado por uma equipe especializada, composta por um médico nuclear e paramédicos habilitados para a função.

O tratamento existe com a finalidade de extirpar tecidos da tireoide remanescentes da cirurgia de retirada do tumor, com pouco ou nenhum efeito colateral. Na iodoterapia, a pessoa com câncer de tireoide ingere uma dose significativa de iodo radioativo (I-131) para destruir a glândula tireoide ou quaisquer outras células cancerígenas ainda presentes no organismo após a cirurgia.

O procedimento é recomendado para pessoas com câncer de tireoide papilar ou folicular, considerados cânceres diferenciados de tireoide. Já em casos de carcinomas anaplásicos e medulares da tireoide, o iodo radioativo não é recomendado em casos.

Como o tratamento é realizado

As etapas do tratamento com iodoterapia podem variar de acordo com cada instituição médica e paciente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) tem como padrão o seguinte protocolo:

  • Avaliação inicial: nesta fase, é feita uma entrevista com o paciente pelo médico nuclear responsável, a fim de verificar o relatório cirúrgico detalhado e o laudo histopatológico.
  • Anamnese e exame físico: realiza-se com o intuito de identificar outras enfermidades que o paciente possa ter, como diabetes ou hipertensão, para que os medicamentos da iodoterapia não interfiram em tratamentos simultâneos; verificação de tratamento em pós-operatório imediato ou não, para equilibrar as doses dos hormônios da glândula tireoide; uso de substâncias iodadas; e necessidade de adequar a captação de iodo.

As etapas que se seguem após as avaliações iniciais são:

Etapa 1 – Diagnóstica

Realiza-se cintilografia de tireoide e de corpo inteiro, com captação de I-131; raio-X de tórax; prova de função respiratória; hemograma e dosagens de cálcio, fósforo, TSH e Tireoglobulina.

Etapa 2 – Terapêutica

Ocorre a captação de iodo radioativo com internação em quarto especial por 24 horas, de modo que o paciente só será liberado quando a radiometria a um metro for igual a 5 mR/h. Depois de sete a dez dias da terapia, será feito um novo rastreamento em todo o corpo, com o objetivo de identificar possíveis sítios metastáticos ainda não detectados.

Etapa 3 – Seguimento

A pessoa submetida à iodoterapia deve fazer nova avaliação após seis meses de tratamento, para verificar se há necessidade de realizar novo procedimento terapêutico.

Conforme os resultados e após receber dosagens seriadas de tireoglobulina, o paciente precisará ou não realizar exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou outros radiofármacos. Em caso de doença residual ou metástase óssea, o paciente deverá ser encaminhado para sessões de radioterapia.

O acompanhamento da pessoa submetida à iodoterapia deve ser anual e tem como objetivo prevenir ou tratar possíveis sequelas do tratamento, como: leucopenia, plaquetopenia ou alterações calcemia e da fosfatemia; mudanças das provas de função respiratória; infertilidade; novas neoplasias; e supressão do TSH endógeno.

Conhece alguém que já passou pelo tratamento de iodoterapia? Relate para nós sua experiência nos comentários e se o paciente ficou com alguma sequela após o tratamento.

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