Presença de dentista acaba com casos de pneumonia em UTI | bioXtra

Presença de dentista acaba com casos de pneumonia em UTI

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A prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica faz parte das funções do dentista que integra a equipe profissional que realiza cuidados de pacientes em UTI. Entenda melhor.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, a presença do dentista na equipe multidisciplinar da UTI Adulto do Hospital Regional da Ceilândia (HRC) mantém, há pouco mais de um ano, índice zero de pneumonia em pacientes sob ventilação mecânica.

O profissional de odontologia foi incluso na equipe há cerca de seis anos e tem a responsabilidade de cuidar de pessoas em estado crítico. Entre as funções do dentista na UTI, estão: realização de higiene bucal adequada, orientação, verificação e prevenção de complicações na região da boca, as quais, muitas vezes, podem implicar em doenças mais graves, como a pneumonia.

Dentista na UTI

A inclusão do dentista na UTI Adulto do HRC ocorreu por conta de um caso específico. À época, um paciente internado estava com quadro infeccioso crítico, o qual só pôde ser resolvido com a consulta odontológica, possibilitando, assim, que a pessoa recebesse alta.

Os procedimentos odontológicos possíveis de serem realizados em UTI são diversos, incluindo extrações, restaurações e profilaxia (limpeza profissional). O profissional é habilitado também para supervisionar o trabalho de equipe de enfermagem, que realiza a higiene bucal diária dos pacientes.

A prevenção de pneumonia nos casos de necessidade de ventilação mecânica faz parte dos cuidados cotidianos com o paciente adulto de UTI no HRC desde então. Os profissionais da saúde bucal são capazes de prevenir a proliferação de bactérias que possam atingir o pulmão, presentes em aparelhos que auxiliam na oxigenação de pessoas com insuficiência respiratória.

Pneumonia e óbito

Conforme dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 33% dos pacientes de UTI que desenvolvem pneumonia decorrente de ventilação mecânica falecem por causa da infecção. Além disso, o quadro da doença estende a internação para mais duas semanas aproximadamente, o que resulta no uso de antibióticos e no aumento dos gastos públicos.

O aumento da rotatividade dos leitos também é uma vantagem da prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica. Com a possibilidade de dar alta segura e mais rapidamente aos pacientes internados em UTI, mais leitos ficam vagos, garantindo a eficácia do atendimento hospitalar.

Outras doenças

A pneumonia, no entanto, não é o único risco de quadro infeccioso associado aos descuidos com a higiene bucal em UTI. O dentista pode prevenir outras complicações associadas à falta de higienização da boca, como os abscessos bucais, a endocardite (infecção grave no revestimento do coração) e a periodontite (infecção na gengiva que pode levar à queda dos dentes).

O sistema circulatório do paciente com falta de higiene bucal em UTI também pode ser afetado, o que pode levar até a infecção generalizada. Além disso, essas pessoas são mais suscetíveis a doenças provocadas por bactérias, fungos ou vírus, como candidíase e herpes.

Cabe destacar que o risco de infecção do paciente em estado crítico está diretamente associado à gravidade da enfermidade, bem como sua situação nutricional, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, além de outros fatores.

A presença do dentista em UTI é um complemento de cuidados que devem ser realizados de forma constante, minuciosa e integrada, com equipe especializada. Compartilhe este artigo para que mais pessoas entendam a importância da presença de equipe multidisciplinar de atendimento em todos os hospitais.

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