Quais características um repositor salivar deve ter? Entenda!

 em Boca seca, Tratamento

A saliva artificial ou repositor salivar deve conter os mesmos componentes encontradas na saliva humana, como as enzimas lactoferrinas, lisozimas e lactoperoxidases. Saiba mais.

A utilização de saliva artificial para o tratamento da boca seca ou xerostomia tem como objetivo principal o alívio dos sintomas, aumento da qualidade de vida do paciente e a prevenção de problemas mais graves na região da boca.

O estímulo da produção do fluido salivar pode acontecer de diversas formas, como por meio do consumo de pastilhas ou a utilização de sialogogos, os quais são dispositivos de silicone que devem ser mastigados. Porém, quando a estimulação da glândula salivar não é suficiente, recomenda-se o uso de repositores salivares.

Saliva artificial x saliva natural

As salivas artificiais, como também são conhecidos os repositores, são úteis no alívio imediato não só da sensação de boca seca, mas em todas as funções da saliva natural.

Os repositores salivares atualmente comercializados compõem um significativo meio de manutenção da saúde e funções orais em situações de baixa produção salivar. Dessa forma, previnem o surgimento e crescimento de cáries e erosões dentárias.

Composição da saliva natural

A saliva natural é constituída por duas espécies de fluidos: a mucosa e a serosa. O líquido seroso é produzido especialmente pela glândula parótida e é rico em proteínas. Já o fluido mucoso origina-se a partir da glândula submandibular e sublingual, tendo como composição água, glicoconjugados e mucinas.

A saliva natural humana é composta por 99% de água, contendo eletrólitos e proteínas. O fluido mucoso salivar é o principal responsável pela lubrificação e prevenção da desidratação do tecido epitelial.

As principais funções da saliva são: regulação do pH da cavidade oral, lubrificação e viscoelasticidade, remineralização e inibição da desmineralização dentária, função antimicrobiana, participação no paladar, digestão e formação do bolo alimentar.

Composição das salivas artificiais

Os repositores salivares normalmente são produzidos com sais minerais encontrados na saliva natural humana, como o fosfato e o cálcio. Tais sais colaboram nos processos da cavidade oral, como na regulação do pH e estabilidade entre os processos de desmineralização e remineralização dos dentes.

As salivas disponíveis no mercado têm base nas mucinas de origem animal para serem mais viscosas. Alguns produtos são baseados em carbometilcelulose, porém sua eficiência não é tão grande.

As mucinas, somadas aos eletrólitos adicionados, asseguram a totalidade da mucosa por meio da hidratação e lubrificação desta. Além disso, é comum as mucinas conterem enzimas antimicrobianas e parabenos inibidores do desenvolvimento de bactérias. As enzimas lactoferrinas, lisozimas e lactoperoxidases também são incorporadas aos repositores salivares, a fim de garantir a função antimicrobiana.

O sabor das salivas artificiais normalmente é resultado de aditivos como açúcares não cariogênicos, como o sorbitol ou o xilitol, de modo que este último se demonstra mais eficaz na prevenção de cáries. A presença de cálcio, fosfato e flúor nos repositores salivares contribui na regulação do pH, evitando problemas maiores na região bucal.

Utilizar repositores salivares vai muito além de diminuir o desconforto causado pela sensação da boca seca. As salivas artificiais disponíveis hoje em dia, tanto em gel como em spray, substituem outras importantes funções da saliva natural. Você sofre com boca seca? Conte para nós, queremos saber!

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