Quais são os efeitos colaterais da iodoterapia? Descubra!

Os efeitos colaterais do tratamento com iodoterapia podem ser agudos ou crônicos, devendo ser tratados para evitar problemas maiores. Saiba mais.

A iodoterapia é um procedimento clínico realizado há mais de 50 anos no tratamento de câncer diferenciado de tireoide. A maior parte dos pacientes diagnosticados com câncer papilífero ou folicular na glândula conseguem ser curados após realizar cirurgia e terapia com iodo radioativo.

Como funciona a iodoterapia

O procedimento de iodoterapia deve acontecer após a cirurgia de retirada do tumor. O iodo é essencial para a tireioide, uma vez que as células da glândula utilizam o elemento para produzir seus hormônios.

A terapia com iodo tem como objetivo eliminar as células cancerígenas que absorvem o iodo. Isso acontece porque as células dos tumores da tireoide denominados diferenciados assemelham-se às células que os originaram, o que faz com que também absorvam o iodo.

O iodo radioativo ingerido pelo paciente em terapia deve funcionar, então, para atingir as células capazes de captar o iodo e produzir o hormônio. O resultado final deve ser a eliminação completa das células tumorais, de forma que o carcinoma não volte a aparecer.

Efeitos colaterais

Os efeitos secundários da terapia com iodo ainda não são totalmente conhecidos. O que se sabe é que eles podem englobar desde náuseas até comprometimentos mutagênicos em bebês de gestantes expostas ao Iodo-131. As consequências de tal exposição incluem abortos, anormalidades genéticas e possíveis malignidades nos fetos.

Os efeitos colaterais imediatos do tratamento podem durar por anos ou serem crônicos. São considerados os principais:

  • Alterações nas glândulas salivares;
  • Boca seca;
  • Dores estomacais;
  • Hipotireoidismo (falta de hormônio da tireoide);
  • Náuseas;
  • Olhos secos.

Como tratar os efeitos

Os efeitos como dores no estômago e náuseas podem ser tratados com medicamentos específicos para aliviar os sintomas. Já as alterações nas glândulas salivares e diferenciação no paladar podem ser administradas com hidratação constante e cuidados na alimentação. Contudo, tais sintomas costumam desaparecer em poucos meses.

Os efeitos crônicos, como o hipotireoidismo, são os que exigem mais atenção do paciente que fez o tratamento com iodoterapia. Neste caso, é fundamental seguir orientações profissionais e tomar medicamentos de reposição dos hormônios da tireoide, que são fundamentais às funções do organismo.

A boca seca pode ser tratada com repositores salivares (salivas artificiais, disponíveis em gel e spray), estímulos mastigatórios (como gomas de mascar sem açúcar ou sialogogos), hidratação, cuidados com alimentação e hábitos saudáveis, sem o consumo de álcool, tabaco, cafeína, entre outros cuidados.

O ideal é que a pessoa com sensação de boca seca consulte o dentista regularmente, para que este profissional oriente sobre os melhores produtos para tratar o problema, realize avaliação e prevenção de doenças que possam surgir por causa da xerostomia.

A secura nos olhos deve ser tratada para evitar o desconforto e o atrito entre a córnea e a pálpebra. A lágrima é fundamental para lubrificar, nutrir e proteger as estruturas oculares externas. Portanto, o paciente deve consultar um oftalmologista para saber qual a melhor forma de amenizar o incômodo, seja com colírio de lágrima artificial, uso de lentes de contato ou outro tratamento específico.

Conhece alguém que passou pelo tratamento de iodoterapia? Marque nos comentários e deixe mais pessoas informadas sobre os possíveis efeitos colaterais do processo e formas de tratamento.

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