Cuidados rigorosos e complexos além de controles rígidos, porém, essenciais para a prevenção de infecções, assim é a área hospitalar envolvendo pacientes em UTI.

Os serviços prestados em UTIs hospitalares envolvem pacientes em estado de risco, que precisam de assistência médica de maneira intensa e contínua. Precisam de equipamentos especializados, que só a Unidade de Tratamento Intensivo oferece.

A maior preocupação de médicos e agentes de saúde, em se tratando de pacientes em UTI, são as infecções hospitalares. Medidas de prevenção e controle de infecções são de extrema importância tanto para quem está internado, como para os profissionais de saúde.

Infecções hospitalares se caracterizam por serem contraídas no hospital que se manifestam durante a internação ou logo após a alta do paciente. Estas infecções atingem cerca de 15% dos pacientes internados em UTIs, no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

É sabido que, justamente pelos importantíssimos avanços tecnológicos para a saúde, há um número muito grande de aparelhos invasivos, essenciais, claro, para suporte a pacientes críticos, mas, que interferem muito nos mecanismos de defesa natural do organismo. Interferências assim acabam favorecendo o risco de infecções hospitalares, sobretudo em pacientes em UTI.

Outro ponto a ser observado é a disseminação dos agentes infecciosos através das mãos dos membros da equipe de saúde, além da aparelhagem conectada ao paciente que acaba sendo um caminho para a transmissão de infecções.

Em relação aos pacientes internados em UTI, onde a própria condição de intubação reduz drasticamente a higiene bucal, percebe-se um aumento substancial na quantidade de colônias de bactérias que promovem a ocorrência de pneumonia, por exemplo, e outras infecções graves.

Os micro-organismos, presentes na placa bacteriana, liberados para as secreções salivares podem ser aspirados se alojando no pulmão, causando a pneumonia. Portanto, a higiene bucal de pacientes em UTI é importantíssima para prevenir maiores complicações.

Para evitar riscos é preciso evitar a formação de colônias de bactérias, chamadas biofilme. E para isso, pode-se fazer uso de produtos como enxaguatórios bucais que reforçarão a higiene bucal de pacientes em UTI. Produtos contendo lactoferrina, lisozima e o sistema de peroxidase são os mais indicados, pois, são substâncias próprias da boca saudável, que reforçam o sistema imunológico.

Produtos livres de clorexidina, álcool e açúcar também são os mais  indicados, principalmente para pacientes acamados ou em UTI.

Higiene oral de pacientes acamados diminui risco de infecção

Existe uma estreita relação entre a higiene oral de pacientes acamados e a prevenção de complicações durante uma internação. Veja!

A tarefa de cuidar da higiene oral de pacientes acamados é bem especial. Além de apoio, paciência e compreensão, os cuidados com a higiene, alimentação e locomoção são fundamentais para evitar mais transtornos que podem aparecer durante o tratamento destes pacientes.

A limpeza do ambiente, da cama e o cuidado nas trocas de roupas, o banho, o preparo dos alimentos e a higiene oral devem ser rotina para evitar complicações mais sérias como infecções, por exemplo.

Existe uma estreita relação entre os cuidados com a boca e a prevenção de complicações durante uma internação.

A falta de higiene oral de pacientes acamados cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias na cavidade bucal. Sendo assim, a placa bacteriana acaba atuando como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias.

As infecções de origem bucal são, comumente, responsáveis por graves complicações que podem acometer o organismo.

Micro-organismos presentes na placa bacteriana podem ser liberados para as secreções salivares e, então, serem aspiradas se alojando no trato respiratório inferior (pulmão), causando uma pneumonia, por exemplo.

Portanto, a higiene oral de pacientes acamados é fundamental para prevenir complicações.

Evitando riscos

Em uma boca saudável os sistemas salivares estabelecem um equilíbrio ajudando a evitar a formação de colônias de bactérias, chamadas biofilme. Bactérias anaeróbicas encontradas nestas camadas de biofilme podem se prender à gengiva e aos dentes provocando placa bacteriana e inflamação.

A saliva contém certas enzimas, como a lactoferrina, lisozima e o sistema de peroxidase, que reforçam o sistema imunológico da boca. Portanto, o uso de enxaguatórios bucais com estas enzimas reforçará a higiene oral de pacientes acamados. Melhor ainda se o produto for livre de:

Clorexidina – bactericida que causa efeitos colaterais prolongados como: alteração da pigmentação dos dentes, alteração da cor da língua; descamação e sensibilidade oral;

Álcool – para que se evite dores e ardentia; além disso, há estudos indicativos de que o álcool pode aumentar a permeabilidade da mucosa a substâncias cancerígenas. Há até um movimento que defende que as embalagens dos enxaguatórios deveriam trazer alerta sobre o risco de câncer.

Açúcar – a ausência de açúcar propicia o uso dos enxaguatórios por pacientes diabéticos por longo prazo.

Portanto, a cavidade oral, sem a devida higiene, acaba servindo de porta de entrada para infecções e doenças respiratórias em pacientes acamados. Assim, recomendam-se medidas de higiene bucal realizadas por enfermeiros, técnicos de higiene dental ou acompanhantes que realizem a escovação e, quando isso não é possível, a higienização da boca e das superfícies dentárias com gaze embebida com enxaguatório bucal.

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Bochechos diários com essa solução devem ser realizados quando o paciente tem condições para isso, além disso, os familiares do paciente devem procurar saber como é realizada a higienização oral.

A higiene oral de pacientes acamados, às vezes, não é fácil, devido às condições mais debilitantes, por isso, prevenir e tratar da saúde oral, evitando, muitas vezes, uma infecção é de extrema importância para a qualidade de vida destes pacientes.

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