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A ODONTOLOGIA É IMPORTANTE NOS CUIDADOS PALIATIVOS? SAIBA POR QUÊ!

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Os cuidados paliativos por muitos anos foram negligenciados com relação a saúde bucal dos pacientes. Porém, hoje a visão multidisciplinar torna indispensável a participação da odontologia nos cuidados paliativos .

A partir dessa nova visão pode-se entender a necessidade da presença do cirurgião-dentista. Infelizmente, a quantidade desses profissionais no Brasil atuando nos cuidados de pessoas com doenças progressivas e avançadas é pequena para a atual demanda.

Nesse artigo vamos entender o que são os cuidados paliativos, qual a sua importância e qual o papel da odontologia para com esses pacientes.

O QUE SÃO OS CUIDADOS PALIATIVOS?

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS,  “Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar (médico, dentista, enfermeiro, etc.), que tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.

O QUE É ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PALIATIVO?

A atenção à saúde bucal é um aspecto essencial dos cuidados paliativos em todos os âmbitos.

A avaliação e a intervenção devem ser incentivadas desde o início para otimizar o conforto do paciente e evitar problemas mais graves e complicações do tratamento.

O atendimento odontológico paliativo pode ser administrado a esses pacientes para garantir que eles sintam a menor quantidade de desconforto e dor possível, especialmente enquanto estiverem adotando métodos de tratamento para uma doença mais grave.

Por exemplo, em pacientes com câncer, eles podem sentir a boca seca como resultado da quimioterapia ou da radioterapia. A boca seca pode causar vários outros problemas bucais que podem causar ainda mais desconforto ao paciente. Pode causar feridas na boca e dor de garganta.

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES BUCAIS DE PACIENTES COM NECESSIDADES PALIATIVAS

  1.   Mucosite e estomatite

A prevenção da mucosite/estomatite é manter a boca úmida e limpa. O cuidado oral pode realmente diminuir a taxa de mucosite/estomatite em pacientes com câncer, provavelmente prevenindo ou minimizando infecções secundárias.

Os tratamentos para estomatite / mucosite visam principalmente o tratamento da dor. A falha em aliviar o desconforto do paciente pode levar a má nutrição e hidratação. Isso diminuirá ainda mais a capacidade do paciente de se recuperar.

Uma boa higienização se torna indispensável uma vez que o paciente encontra-se com o tecido conjuntivo exposto, a higienização faz com que evite infecções, e consequentemente auxilia no processo de cicatrização. 

A Tepe Brasil tem uma variedade de escovas de dentes para auxiliar na saúde bucal das pessoas que necessitam de cuidados paliativos. Como por exemplo, a  TePe Special Care, escova de cerdas ultra-macias, ela está indicada após cirurgias orais, dentes ou gengivas sensíveis, traumas nas gengivas, raízes expostas, retração de gengivas, boca seca, ardência bucal, sequelas de radioterapia ou quimioterapias.

  1.   Disfagia

A disfagia pode ser de origem orofaríngea ou esofágica. A fase orofaríngea começa na boca. Se a dentição do paciente for ruim, a mastigação do bolo alimentar pode não ser adequada. A incapacidade de mastigar os alimentos pode ser o resultado de menos dentes, dentaduras mal ajustadas, cárie ou doença periodontal avançada.

O dentista em cuidados paliativos deve avaliar todos os pacientes quanto à dor e função. Cárie e doença periodontal devem ser tratadas. A escolha do método para restaurar a função oral deve basear-se na longevidade prognóstica do paciente.

Quando necessário deve haver uma interação multidisciplinar, como o auxílio de um fonoaudiólogo para exercitar os músculos da deglutição ou mesmo o necessidade de medicamentos receitados por um médico.

  1.   Náusea e vômito

O principal problema oral associado ao vômito e náusea é que o vômito corrói os dentes e aumenta a gravidade da mucosite e estomatite. O vômito rouba o corpo dos nutrientes vitais necessários para o reparo.

A náusea pode impedir que os pacientes usem dentaduras, importantes para mastigação e, talvez de maior importância, sua qualidade de vida, afetando suas interações sociais devido à vaidade com os entes queridos. O uso de antieméticos ajuda a prevenir essa patologia, mas tem um efeito colateral importante da xerostomia e possível discinesia tardia.

Pacientes que apresentam esse sinais e sintomas podem fazer uso dos limpadores linguais , durante sua higienização bucal. Visto que está comprovando que o uso desses limpadores causa menos irritação e ansia de vomitos. A TePe Brasil tem uma linha linda e completa de limpadores linguais 100% sustentáveis. 

  1.   Xerostomia

Xerostomia é a sensação subjetiva de boca seca. É comum lidar com pacientes em cuidados paliativos portadores de xerostomia, devido ao uso de medicamentos ou mesmo do tratamento sujeito. Sendo essa um dos sintomas mais frequentes associados a pacientes terminais.

A bioXtra oferece uma linha completa de substitutos salivares que ajuda a trazer maior conforto ao paciente. A linha foi desenvolvida especialmente para hidratar, cuidar e refrescar em casos de baixa produção de saliva ou xerostomia. 

QUAL O PAPEL DA ODONTOLOGIA NOS CUIDADOS PALIATIVOS?

É um consenso que ter uma boca saudável pode promover uma melhor saúde geral. Como esses pacientes já estavam sofrendo de uma doença grave, seria melhor que não desenvolvessem mais doenças que podem se tornar complicações.

Os cuidados dentários paliativos são realizados para evitar o desenvolvimento de tantos problemas de saúde bucal, para que problemas de saúde de outras partes do corpo também possam ser evitados.

Existem situações onde a odontologia pode contribuir para o conforto e a qualidade de vida de pacientes que necessitam de cuidados paliativos:

  •  Agindo no alívio das dores orofaciais;
  •  Prevenção e tratamento de focos infecciosos oportunistas em boca;
  •  Controle de quadros de sangramento bucal;
  •  Readaptações e consertos de próteses dentárias;
  •  Na indicação de placas de proteção de mordida para pacientes com trismo ou de convulsões;
  • Prevenção e tratamento das feridas orais;
  • Prevenção e alívio dos efeitos da radioterapia e da quimioterapia, com destaque para a mucosite e a xerostomia;
  • Controle dos quadros de halitose, tanto de origem bucal quanto sistêmica;
  • Auxílio aos pacientes e seus familiares e cuidadores na realização da higiene bucal de rotina, para que seja realizada com delicadeza e de forma eficiente, evitando complicações relacionadas à higiene inadequada (como cárie, alterações na gengiva e pneumonias aspirativas).

POR QUE ESSES PACIENTES PRECISAM DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PALIATIVO

De forma direta, os pacientes que sofrem de uma doença que limita a vida precisam de cuidados dentários paliativos para ajudá-los a gerenciar os efeitos colaterais orais que acompanham a doença que possuem. Se você tem um familiar ou ente querido que está sofrendo de uma doença terminal, pergunte ao seu dentista como você pode ajudá-lo a controlar os sintomas orais.

 

 

 

 

 

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