Já ouviu falar em líquen plano, mas não sabe o que é? – Entenda

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Se você não sabe o que é o líquen plano, este artigo é para você.

O líquen plano é uma doença inflamatória que atinge a mucosa bucal e também pode atingir a pele, cabelos e unhas.

Mas não se preocupe. Esta é uma condição benigna, que pode ser de longa duração e causar certo incômodo, mas nada que vá desencadear outros problemas de saúde.

Sua causa ainda é desconhecida, porém algumas hipóteses são investigadas. São elas: causa imunológica, psicogênica, neurológica, infecciosa ou ainda, estudos apontam que pode ser causado por conta de metais pesados, como ouro e mercúrio.

Quer saber mais sobre esse assunto tão comum e tão pouco falado?

Continue a leitura e aprenda conosco.

Fatores de risco do líquen plano

Os fatores de risco que estão envolvidos no aparecimento do líquen plano são os seguintes:

  • Pacientes portadores de Hepatite C tendem a ser mais propensos a desenvolver o líquen plano;
  • Pacientes depressivos e ansiosos também são alvo;
  • Pessoas que sofrem por exposição a ouro e mercúrio.

É importante ressaltar também que, o líquen plano costuma atingir com maior frequência os adultos de meia idade, ou seja, acima dos 30 anos, sem distinção ou ocorrência maior em um sexo do que no outro.

É muito incomum ver uma criança diagnosticada com líquen plano.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns em quem apresenta o líquen plano são:

  • Lesões nas vias orais

O líquen plano oral é uma forma do líquen plano que pode ou não estar associado às lesões cutâneas.

As manifestações aparecem comumente na mucosa ora, mas podem afetar outras áreas corporais.

As lesões nas vias orais podem se apresentar de diferentes formas, sendo elas: bolhas, placas, placas mais grossas (hipertróficas), erosivas e papulosas, podendo lhe fazer sentir dor ou não.

Geralmente, as lesões são encontradas nas laterais da língua e na parte interna das bochechas e gengiva, com uma coloração azul esbranquiçada.

Lesões cutâneas

As lesões cutâneas causadas pelo líquen plano, na grande maioria das vezes, são encontradas nas pernas, nas genitais e na parte interna dos pulsos, simetricamente.

Ou seja, se a lesão aparecer primeiro no seu pulso esquerdo, logo ela aparecerá na mesma região do pulso direito. E assim também ocorre nas outras partes do corpo citadas anteriormente.

Quem já passou por isso, queixa-se da coceira forte nas regiões onde as lesões aparecem.

Então, se você notar que nessas regiões apareceram algumas lesões, cobertas por algumas listras brancas e finas, chamadas de estrias de Wickhan, e com uma coloração vermelho-arroxeada e brilhante, procure um médico urgentemente.

Ao procurar um médico, você irá precisar…

Como dito no tópico anterior, ao notar o aparecimento desses sinais, procure um médico para realizar o diagnóstico de líquen plano e iniciar um tratamento.

E você sabe quais os profissionais que você podem diagnosticar o líquen plano?

Ao notar os sinais, você pode procurar por:

  • Dermatologista;
  • Infectologista;
  • Clínico Geral;
  • Dentista.

Antes de procurar auxílio médico, prepare-se para a consulta para que assim o seu tempo seja otimizado e o diagnóstico seja dado de forma mais rápida.

Já chegue para uma consulta portando uma lista com todos os sinais e sintomas que apareceram no seu corpo recentemente.

Se você faz uso de algum suplemento ou medicamento frequentemente, já diga no início da consulta e, se possível, vá para a sua consulta com um acompanhante.

Ao contar tudo o que aconteceu para o médico, provavelmente ouvirá perguntas referentes ao tempo de aparecimento dos sinais e sintomas, o que você costuma fazer para aliviar os sintomas, se você faz tratamento para cuidar de outra condição médica, etc.

Quanto ao diagnóstico do líquen plano, o médico poderá apontá-lo apenas realizando uma análise ocular das lesões presentes na boca e na pele.

E, se for necessário, poderá pedir uma biópsia das lesões para confirmar o diagnóstico de líquen plano.

Alguns exames de sangue poderão ser realizados a fim de descartar diagnósticos como o de hepatite, por exemplo.

Tratamento do líquen plano

O tratamento do líquen plano é realizado com o objetivo de reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e acelerar a cura.

O tratamento inclui:

  • Medicamentos anti-histamínicos, com o intuito de aliviar a coceira;
  • Medicamentos orais para acalmar o sistema imunológico, como corticóides e em casos mais graves;
  • Medicamentos orais derivados de vitamina A, que podem controlar a proliferação exagerada de queratina;
  • Enxaguantes bucais com lidocaína para anestesiar a área e tornar a alimentação mais confortável (para lesões bucais);
  • Corticosteroides tópicos;
  • Injeções de corticosteróides na lesão cutânea;
  • Terapia com luz ultravioleta com UVA ou UVB.

E o líquen plano tem cura?

Como dito no início do nosso artigo, o líquen plano não é uma condição nociva à saúde.

Ele costuma melhorar e, consequentemente, ser curado com o avanço do tratamento e se o paciente segui-lo de maneira correta.

Médicos apontam que o tempo máximo para o seu desaparecimento por completo é até 18 meses, podendo se estender por anos e acabar tornando-se uma doença crônica.

Esse artigo esclareceu suas dúvidas? Compartilhe com um amigo que apresente esses sintomas e ajude-o a ter uma vida melhor!.

O que é o Selo Eu Reciclo? Entenda a novidade da bioXtra!

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Cuidar do meio ambiente deve ser uma preocupação de todos. Entenda a novidade da bioXtra, a necessidade do descarte correto e os impactos gerados!

Os diversos problemas e questões que circundam a preservação ambiental tem sido levadas cada vez mais a sério. O plástico por se transformar em microplástico tras um grave impacto na natureza. Como o próprio nome já diz, esta é uma pequena partícula que polui e tem difícil retirada. 

Alguns centros de pesquisa e preservação ambiental instituíram a medida do microplástico com o tamanho máximo de 5 milímetros. Pelo tamanho, além de poluir a água e o solo, o microplástico se torna alimento aos animais do ecossistema afetado. 

A necessidade de se preocupar com todo o ciclo de vida de produtos e embalagens, principalmente os feitos em plástico, é um caminho que pessoas e empresas precisam tomar. A bioXtra reconhece sua responsabilidade ambiental e resolveu inovar!

bioXtra + sustentável

Com uma gama completa de produtos de higiene bucal de alta qualidade, os produtos bioXtra foram desenvolvidos especialmente para hidratar, cuidar e refrescar uma boca seca e sensível. Disponível em 4 aplicações diferentes, a bioXtra conta com Gel Oral, Spray, Creme Dental e Enxaguatorio. 

bioXtra é indicado para os seguintes casos:

  • Síndrome de Sjögren;
  • Líquen plano;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Xerostomia;
  • Depressão e ansiedade;
  • Diabetes;
  • HIV;
  • Dietas restritivas.

O bioXtra é um grande parceiro na saúde bucal e qualidade de vida de muitas pessoas e reconhece a necessidade de cuidar além. A sustentabilidade é uma pauta que abraçamos e por isso, agora todos nossos produtos tem o Selo Eu Reciclo!

bioXtra + Eu Reciclo

Líder em setor de gestão de resíduos sólidos tecnologias no Brasil, a New Hope Ecotech desenvolveu uma plataforma capaz de rastrear e armazenar dados da cadeia de reciclagem e criou o selo Eu Reciclo

O objetivo é certificar que as empresas destinam recursos para o desenvolvimento e operação das cooperativas de reciclagem. Desta forma, as empresas pagam as cooperativas para retirarem do ambiente uma quantidade equivalente de material ao das embalagens de seus produtos. 

Idealizado com a intenção de destinar de forma correta e com menor impacto no meio ambiente, esse processo garante a compensação ambiental e evita a marginalização dos agentes da cadeia de reciclagem.

Os esforços necessários para fazer a coleta individual de todo o lixo gerado por uma marca distribuída em território nacional são imensos e não geram resultados. Por isso a parceria com a Eu Reciclo é de tanto sucesso! 

O que é o trabalho da Eu Reciclo?

A New Hope Ecotech monta um conjunto de estratégias e ações de organização com foco no retorno de materiais bioXtra já produzidos e usados. A intenção é sempre que a logística reversa seja feita de forma rápida, eficiente e barata. 

A logística para chegar até o material é sempre alinhada entre a empresa e transportadora, que vai coletar nos locais indicados e condução até o local de descarte correto, reciclagem ou reaproveitamento. 

Como funciona a logística reversa da bioXtra?

Nossos produtos são comercializados em embalagens feitas em PET, alumínio e papelão, que são materiais de fácil reciclagem.

Recomendamos que após o uso dos seus produtos bioXtra, você busque um centro de reciclagem próximo para o descarte correto. 

Nossos esforços estão em reciclar 100% dos resíduos que geramos por todo Brasil! E nós precisamos da sua contribuição… Encontre um centro de reciclagem AQUI

Torne o mundo mais sustentável e seja um amigo da natureza. Compartilhe esse artigo nas suas redes sociais para atingir o maior número de amigos!

Microtia: entenda o que é, causas e como tratar!

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Condição que afeta a parte externa da orelha. Entenda o que é a microtia, qual a gravidade e como deve ser o tratamento!

A microtia nada mais é do que uma deformidade que afeta a parte externa da orelha, fazendo-a ser subdesenvolvida. Essa condição pode ser bilateral ou afetar apenas um lado. No caso de microtia unilateral, a orelha direita costuma ser mais afetada do que a esquerda.

Quando uma orelha é completamente subdesenvolvida o caso é chamado de anotia. Como as microtia e anotia têm a mesma origem e são semelhantes, muitas vezes é chamada genericamente de microtia-anotia.

A microtia é uma condição congênita rara que ocorre em cerca de 1 a cada 8.000 a 10.000 nascimentos.

Existem 4 graus da deformidade de acordo com a forma de apresentação, veja abaixo:

Grau I

Nesses casos, mesmo que pequeno, existe um canal auditivo. A orelha é afetada com o desenvolvimento incompleto mas tem estruturas identificáveis.

Grau II

O pavilhão auricular tem uma parte desenvolvida mas o canal auditivo fechado. Quem nasce com a microtia grau 2 sofre com uma perda auditiva considerável.

Grau III

Esse é o tipo de microtia mais comum. Nele existe a ausência total de todo pavilhão auricular, com apenas uma pequena estrutura parecida com o formato de um amendoim. Pacientes com grau 3 também não possuem canal auditivo e nem tímpano. 

Grau IV

Caso mais grave de deformação, no grau 4 o paciente não tem nenhum vestígio da orelha, canal auditivo ou anotia.

Causas da microtia

Essa deformação pode ser passada hereditariamente ou ocorrer de forma isolada. A microtia-anotia pode vir acompanhada de outras deformidades corporais ou ser causada pelo uso de isotretinoína (ruacutan) durante a gravidez.

Como tratar a microtia

O tratamento recomendado tem como objetivo cuidar da estética da orelha e viabilizar de fato a audição do paciente. 

Por ser uma condição congênita, a microtia é diagnosticada logo no começo da vida. Existe um exame que é recomendado após o nascimento, o audiograma; Também é recomendado o estudo da resposta auditiva evocada do tronco cerebral e testes comportamentais. 

Descobrir rapidamente a deformidade é necessário para acelerar os tratamentos e assegurar que a criança consiga ouvir o suficiente para desenvolver a fala fluente e na idade certa. 

Em casos que a criança tem total ausência da audição, é recomendado o uso de aparelhos auditivos logo nos primeiros meses de vida.

A avaliação para a reconstrução cirúrgica do pavilhão auricular é feita utilizando da cartilagem de outra parte do corpo, na maioria dos casos é usada o tecido torácico. A cirurgia é recomendada apenas a partir dos 10 anos de idade, já que nessa idade 90% do ouvido já está formado. 

Qual médico buscar?

O tratamento deve ser feito com um grupo médico de diversas especialidades para cobrir todas as necessidades. É recomendado o acompanhamento com as seguintes campos:

  • Otorrinolaringologista;
  • Fonoaudiólogo;
  • Pediatra;
  • Cirurgião Plástico.

Conhece alguém que tem microtia? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais com seus amigos e ajude na conscientização da deformidade congênita!

Como é diagnosticada e tratada a diabetes infantil? Entenda!

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Cuidar da saúde é necessário em todas as idades! Entenda neste artigo os sintomas da diabetes infantil, tratamento e prognóstico. 

A diabetes infantil é comum e tem aproximadamente por ano 150 mil casos no Brasil. Tal condição é preocupante já que pode trazer graves consequências por toda a vida se não tratado. 

O tipo mais comum em crianças é o tipo 1, que acontece pela destruição das células do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina no corpo. A insulina é o hormônio responsável por transportar o açúcar para as células, sem que acumule no sangue. 

A disfunção na produção ou no transporte de insulina não tem cura, apenas o controle. Crianças ou adultos que tem diabetes devem fazer acompanhamento de perto com médicos para evitar complicações

Apesar de mais raro, crianças também podem sofrer com a diabetes do tipo 2, principalmente quando possuem hábitos pouco saudáveis durante a primeira infância. Esse tipo pode ser revertida com a mudança dos hábitos alimentares e exercício físico regular. 

Principais sintomas da diabetes infantil

  • Boca seca;
  • Sensação de sede constante;
  • Visão embaçada;
  • Vontade frequente de urinar;
  • Cansaço e sono além do normal;
  • Perda de peso;
  • Infecções mais frequentes;
  • Dificuldades no aprendizado;
  • Enjoos e vômitos;
  • Formigamento nos membros;
  • Aumento do apetite;
  • Demora para cicatrizar feridas;
  • Irritabilidade e mudanças no humor.

Quando os pais ou responsáveis identificam os sintomas acima é necessário que comece o acompanhamento com um pediatra. Outros sintomas que devem ser identificados são:

  • A criança tem pouca disposição para brincar;
  • Escurecimento das dobras como pescoço e axila. 

Como é feito o diagnóstico?

Alguns exames devem ser feitos para fechar o diagnóstico de diabetes. Os exames são os mesmos feitos em adultos:

  • Exame de sangue da glicose;
  • Teste de tolerância à glicose;
  • Hemoglobina glicada;
  • Teste da picada do dedo.

Tratamento da diabetes infantil

O tratamento da diabetes infantil deve ser feito com apoio de um grupo médico composto de pediatra, nutricionista, endocrinologista e profissional de educação física. 

Todos os hábitos de alimentação devem ser revistos para que a criança ou adolescente tenha o necessário para se sentir bem e regular as taxas. O exercício físico é necessário principalmente no caso de crianças sedentárias. 

O uso de medicação como tratamento para diabetes infantil é raro, apesar de bem comum para tratamento da condição em adultos. 

Convivendo com o diagnóstico

É importante que os pais, responsáveis e todos que convivem entendam que a criança precisa de alguns cuidados mas isso não a faz diferente das outras. 

Mesmo com o diagnóstico fechado de diabetes infantil, a criança pode e deve ter uma vida bem semelhante à das outras crianças. A alimentação muitas vezes será diferenciada mas isso não deve ser tratado com um peso maior do que o necessário. 

O monitoramento das taxas com exames frequentes, alimentação regrada e exercício físico é necessário para uma vida adulta completamente saudável. A diabetes quando não tratada pode causar complicações que afetam a longo prazo os olhos, rins, coração e sistema nervoso. 

Conhece alguma criança que sofre com diabetes infantil? Compartilhe esse post nas suas redes sociais e ajude na conscientização!

Manifestações orais da doença celíaca – Quais são elas?

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Certamente você deve conhecer alguém que apresenta algum tipo de intolerância ao glúten, não é? E por conta disso, deve saber também que a dieta de uma pessoa que apresenta esta condição deve ser bem restrita.

Mas afinal de contas, de que maneira o glúten pode afetar de forma tão severa o organismo de quem é intolerante a ele? E o que esta questão alimentícia tem a ver com as questões odontológicas? É sobre isso que você vai ler por aqui hoje…

A chamada doença celíaca enquadra-se como doença autoimune , que afeta 1 a cada 100 pessoas ao redor do mundo. As pessoas que são portadoras desta doença apresentam dificuldades para digerir alimentos que contém glúten, que é uma proteína presente nos grão, como os do trigo, por exemplo.

Esta doença é comum em todas as idades, e é capaz de danificar o intestino delgado e impedir que os nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo sejam absorvidos.

Mesmo que seus efeitos sobre o sistema digestivo sejam muito conhecidos, existem coisas sobre a doença celíaca que você irá se surpreender ao saber. Por exemplo, você sabia que esta doença possui algumas manifestações orais?

E que tal ficar mais por dentro disso hoje? Continue a leitura e descubra com a gente.

Desgaste do esmalte dos dentes

Para os portadores da doença celíaca, manter a boa qualidade do esmalte dos dentes pode sim ser um problema.

Problema este que pode estar relacionado à descoloração ou ao desenvolvimento precário da doença.

Os dentes quando apresentam alguma deficiência na esmaltação, costumam apresentar alguns pontos amarronzados, esbranquiçados ou até mesmo, amarelados.

Quando há uma má formação do esmalte, os dentes costumam apresentar algumas listras ou até mesmo terem o aspecto encaroçado.

Infelizmente, o desgaste no esmalte dos dentes, quando causado pela doença celíaca, é permanente. Sendo assim, ele não irá desaparecer quando você iniciar uma dieta isenta de glúten.

Ao procurar o auxílio de um dentista, o problema poderá ser amenizado por meio de adesivos ou folheados dentais.

Síndrome da boca seca

A síndrome da boca seca não é nada diferente daquilo que o seu nome já sugere. Quem a tem, costuma queixar-se da frequente sensação de estar com a boca seca.

Isso pode ser causado tanto pela doença celíaca, como também pela Síndrome de Sjögren, outra doença autoimune que ataca principalmente as glândulas salivares ou até mesmo o uso continuado de medicamentos.

Esta doença poderá ocorrer concomitantemente à doença celíaca e a intensidade dos sintomas torna-se ainda maior.

Geralmente, com a produção de saliva deficiente, você apresenta dificuldades para mastigar e engolir suas refeições e também apresenta dificuldades para ter uma boa dicção.

Esta síndrome não é somente uma coisa incômoda, é algo que precisa ser compartilhado com um profissional para buscar alternativas de amenizá-la.

É importante se preocupar porque a saliva é fundamental para manter os dentes limpos, formar o bolo alimentar, lubrificar a boca e proteger o organismo. Quando a produção é precária, torna-se comum o aparecimento de cáries, infecções e feridas.

Para aliviar os sintomas da secura bucal, os produtos bioXtra são os mais indicados.

A bioXtra conta com uma linha completa de repositores salivares enzimáticos que podem ser em spray, gel ou enxaguante bucal, Além do creme dental para bocas secas e sensíveis.

Aftas

As estomatites aftosas, ou somente aftas, são lesões orais que desenvolvem-se nos tecidos moles e são muito incômodas.

Da mesma forma que o ressecamento da boca, o aparecimento de aftas também pode dificultar na sua alimentação ou dicção.

As aftas costumam desaparecer sozinhas depois de um certo período, mas isso não quer dizer que se elas estiverem incomodando você não deve procurar a ajuda de um dentista.

Certamente, ele irá prescrever enxaguantes bucais sem álcool ou anestésicos tópicos para amenizar o incômodo causado pelas aftas.

Não deixe de buscar a ajuda de um profissional

Para as pessoas que são diagnosticadas com doença celíaca, os problemas que afetam a saliva, o esmalte dos dentes ou os tecidos orais são sim causas de preocupação.

Se você apresenta uma arcada dentária afetada pela doença celíaca, não deixe de procurar o auxílio de um profissional.

O aparecimento de qualquer um destes sintomas é o motivo perfeito para você procurar o seu dentista e evitar que o agravamento do quadro.

E aí, gostou de saber mais sobre os sintomas que costumam acometer a saúde oral daquelas pessoas que são diagnosticadas com doença celíaca?

Sabe de alguém que vem apresentando estes sintomas? Mostre este artigo à ela e não esqueça de falar sobre a importância de procurar um profissional.

Higiene oral de pacientes acamados diminui risco de infecção

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Existe uma estreita relação entre a higiene oral de pacientes acamados e a prevenção de complicações durante uma internação. Veja!

A tarefa de cuidar da higiene oral de pacientes acamados é bem especial. Além de apoio, paciência e compreensão, os cuidados com a higiene, alimentação e locomoção são fundamentais para evitar mais transtornos que podem aparecer durante o tratamento destes pacientes.

A limpeza do ambiente, da cama e o cuidado nas trocas de roupas, o banho, o preparo dos alimentos e a higiene oral devem ser rotina para evitar complicações mais sérias como infecções, por exemplo.

Existe uma estreita relação entre os cuidados com a boca e a prevenção de complicações durante uma internação.

A falta de higiene oral de pacientes acamados cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias na cavidade bucal. Sendo assim, a placa bacteriana acaba atuando como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias.

As infecções de origem bucal são, comumente, responsáveis por graves complicações que podem acometer o organismo.

Microorganismos presentes na placa bacteriana podem ser liberados para as secreções salivares e, então, serem aspiradas se alojando no trato respiratório inferior (pulmão), causando uma pneumonia, por exemplo.

Portanto, a higiene oral de pacientes acamados é fundamental para prevenir complicações.

Evitando riscos

Em uma boca saudável os sistemas salivares estabelecem um equilíbrio ajudando a evitar a formação de colônias de bactérias, chamadas biofilme. Bactérias anaeróbicas encontradas nestas camadas de biofilme podem se prender à gengiva e aos dentes provocando placa bacteriana e inflamação.

A saliva contém certas enzimas, como a lactoferrina, lisozima e o sistema de peroxidase, que reforçam o sistema imunológico da boca. Portanto, o uso de enxaguatórios bucais com estas enzimas reforçará a higiene oral de pacientes acamados. Melhor ainda se o produto for livre de:

Clorexidina – bactericida que causa efeitos colaterais prolongados como: alteração da pigmentação dos dentes, alteração da cor da língua; descamação e sensibilidade oral;

Álcool – para que se evite dores e ardentia; além disso, há estudos indicativos de que o álcool pode aumentar a permeabilidade da mucosa a substâncias cancerígenas. Há até um movimento que defende que as embalagens dos enxaguatórios deveriam trazer alerta sobre o risco de câncer.

Açúcar – a ausência de açúcar propicia o uso dos enxaguatórios por pacientes diabéticos por longo prazo.

Portanto, a cavidade oral, sem a devida higiene, acaba servindo de porta de entrada para infecções e doenças respiratórias em pacientes acamados. Assim, recomendam-se medidas de higiene bucal realizadas por enfermeiros, técnicos de higiene dental ou acompanhantes que realizem a escovação e, quando isso não é possível, a higienização da boca e das superfícies dentárias com gaze embebida com enxaguatório bucal.

Leia também: Como proteger e hidratar bocas secas e sensíveis

Bochechos diários com essa solução devem ser realizados quando o paciente tem condições para isso, além disso, os familiares do paciente devem procurar saber como é realizada a higienização oral.

A higiene oral de pacientes acamados, às vezes, não é fácil, devido às condições mais debilitantes, por isso, prevenir e tratar da saúde oral, evitando, muitas vezes, uma infecção é de extrema importância para a qualidade de vida destes pacientes.

Sabe o que é vasculite? Leia e descubra neste artigo!

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Condição vascular que pode causar graves riscos a saúde. Citaremos as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento neste artigo!

A vasculite nada mais é do que a inflamação dos vasos sanguíneos que causam mudanças nas paredes condutoras. O termo é abrangente e pode ser usado para denominar diversas doenças que tem como um dos sintomas as inflamações ou necroses nos vasos, tais condições podem ter diversas manifestações clínicas. 

Considerada uma doença rara, a vasculite apresenta no Brasil menos de 150 mil casos por ano. E costuma afetar com maior frequência pacientes portadores de doenças autoimunes como lúpus, síndrome de Sjögren e artrite reumatóide, pacientes oncológicos ou com reações alérgicas a medicamentos.

A vasculite pode ser diagnosticada de forma isolada e de forma secundária, quando está atrelada a outra doença. Nos casos isolados sua causa é a agressão direta dos vasos sanguíneos e tem causa desconhecida. 

Principais sintomas da vasculite

Os sintomas da vasculite variam de acordo com a doença que é associada, o que pode gerar um quadro clínico que combine todos ou apenas alguns dos sintomas abaixo:

  • Pressão baixa;
  • Retenção de líquido;
  • Dormência e formigamentos;
  • Perda de apetite;
  • Confusão mental;
  • Fadiga;
  • Lesões na pele ou úlceras cutâneas;
  • Suor noturno;
  • Dores das articulações;
  • Dor nos músculos;
  • Febre de origem desconhecida;
  • Mal-estar.

Em casos mais graves é comum a necrose parcial ou total de partes do corpo, sendo mais comuns nos dedos. 

É importante considerar também que os sintomas estão diretamente ligados aos vasos que a vasculite afeta no paciente. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico costuma ser demorado e difícil, já que requer diversos exames e tem evolução lenta. Um dos fatores mais determinantes no primeiro momento é avaliar o histórico do paciente, sintomas, exames específicos de sangue.

No entanto, a distinção entre as diferentes formas da doença é fundamental para orientar o tratamento. Para tanto, é preciso levar em conta a história do paciente, os sintomas, uma avaliação clínica minuciosa e o resultado de exames específicos de sangue e de imagem. A biópsia dos tecidos e órgãos acometidos pela doença é um recurso indispensável para esclarecer o diagnóstico.

Conhece alguém que já teve vasculite? Marque seus amigos nos comentários ou compartilhe nas redes sociais e nos ajude na conscientização dos riscos!

Síndrome da mão alienígena: o que é, causas e tratamento!

Doença rara que normalmente é desenvolvida ao longo da vida. Entenda neste artigo o que é a síndrome da mão alienígena, causas e tratamento indicado!

Conhecida também como síndrome da mão estranha, alheia, ou síndrome do Dr Fantástico, a condição da mão alienígena é considerada rara e por definição um distúrbio neurológico em que a mão do paciente parece ter vida própria. 

Descrita pela primeira vez em 1908 pelo neurologista e psiquiatra alemão Dr Kurt Goldstein, entendeu os sintomas da síndrome como uma apraxia e uma sensação estranha entre o paciente e a mão. Anos após, em 1972, Jedynak e Brion de fato denominaram a condição como mão alienígena. Porém, só em 1982 ela foi considerada um conjunto de sintomas e sinais sem relação neuroanatômica por acontecer em diversas regiões do cérebro.

Dentro do grupo de risco da condição estão pessoas que passaram por cirurgias de separação ou ressecção de parte dos hemisférios do cérebro, casos extremos de epilepsia, casos anteriores de AVC (acidente vascular cerebral). Basicamente diversos procedimentos cirúrgicos cerebrais ou infecções na região podem causar a síndrome da mão alheia. 

Sintomas da mão alienígena

A incapacidade de controlar a própria mão é o sintoma mais comum e frequente. O membro age de forma independente, podendo realizar tarefas, se mover involuntariamente, sem nenhum tipo de controle consciente. 

As ações mais comuns da mão alienígena costumam ser:

  • Tocar o rosto do portador;
  • Levitar;
  • Pegar objetos;
  • Bater em uma superfície;
  • Abotoar ou desabotoar camisas;
  • Abrir ou fechar portas e gavetas.

É comum que pacientes com a síndrome da mão alienígena sintam que a própria mão não pertence a eles e está totalmente em desarmonia com o resto do corpo, como um intruso. A mão age como se tivesse uma mente própria.

Cura da síndrome da mão alienígena

Apesar dos estudos feitos em torno da condição, ainda não foi encontrada a cura total ou tratamentos que eliminem totalmente os sintomas. O trabalho dos pesquisadores atualmente é desenvolver tratamentos que reduzam os sintomas para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Pacientes que desenvolveram a doença após um AVC ou doença cerebral tem chances de se recuperar após um tempo e se verem livres da doença. Em casos de pacientes com doenças neurodegenerativas associadas a condição, a recuperação é mais lenta e na maioria dos casos mal sucedida.

Tratamento para síndrome da mão alienígena

Agentes bloqueadores neuromusculares e uso de botox podem ser uma boa pedida para tentar controlar a musculatura do local com maior facilidade. Medicamentos podem ser receitados, porém, sempre atrelados a técnicas comportamentais, o que amplia os resultados benéficos ao paciente. 

Terapias cognitivas e comportamentais de tarefa de aprendizagem ajudam no tratamento. A terapia de caixa de espelho, pode ajudar também pacientes com a Síndrome do Túnel do Carpo, e consiste no uso de um espelho com suporte para tentar modificar sinapses cerebrais. Alguns médicos recomendam que o paciente tenha o costume de segurar um objeto inofensivo nas mãos para impedir que ela execute tarefas inapropriadas. 

Já conhecia a Síndrome da Mão Alienígena? Compartilhe este artigo com seus amigos nas redes sociais e ajude na conscientização da doença!

A Odontologia É Importante Nos Cuidados Paliativos? Saiba Por Quê!

Os cuidados paliativos por muitos anos foram negligenciados com relação a saúde bucal dos pacientes. Porém, hoje a visão multidisciplinar torna indispensável a participação da odontologia nos cuidados paliativos .

A partir dessa nova visão pode-se entender a necessidade da presença do cirurgião-dentista. Infelizmente, a quantidade desses profissionais no Brasil atuando nos cuidados de pessoas com doenças progressivas e avançadas é pequena para a atual demanda.

Nesse artigo vamos entender o que são os cuidados paliativos, qual a sua importância e qual o papel da odontologia para com esses pacientes.

O QUE SÃO OS CUIDADOS PALIATIVOS?

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS,  “Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar (médico, dentista, enfermeiro, etc.), que tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.

O QUE É ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PALIATIVO?

A atenção à saúde bucal é um aspecto essencial dos cuidados paliativos em todos os âmbitos.

A avaliação e a intervenção devem ser incentivadas desde o início para otimizar o conforto do paciente e evitar problemas mais graves e complicações do tratamento.

O atendimento odontológico paliativo pode ser administrado a esses pacientes para garantir que eles sintam a menor quantidade de desconforto e dor possível, especialmente enquanto estiverem adotando métodos de tratamento para uma doença mais grave.

Por exemplo, em pacientes com câncer, eles podem sentir a boca seca como resultado da quimioterapia ou da radioterapia. A boca seca pode causar vários outros problemas bucais que podem causar ainda mais desconforto ao paciente. Pode causar feridas na boca e dor de garganta.

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES BUCAIS DE PACIENTES COM NECESSIDADES PALIATIVAS

  1.   Mucosite e estomatite

A prevenção da mucosite/estomatite é manter a boca úmida e limpa. O cuidado oral pode realmente diminuir a taxa de mucosite/estomatite em pacientes com câncer, provavelmente prevenindo ou minimizando infecções secundárias.

Os tratamentos para estomatite / mucosite visam principalmente o tratamento da dor. A falha em aliviar o desconforto do paciente pode levar a má nutrição e hidratação. Isso diminuirá ainda mais a capacidade do paciente de se recuperar.

Uma boa higienização se torna indispensável uma vez que o paciente encontra-se com o tecido conjuntivo exposto, a higienização faz com que evite infecções, e consequentemente auxilia no processo de cicatrização. 

A Tepe Brasil tem uma variedade de escovas de dentes para auxiliar na saúde bucal das pessoas que necessitam de cuidados paliativos. Como por exemplo, a  TePe Special Care, escova de cerdas ultra-macias, ela está indicada após cirurgias orais, dentes ou gengivas sensíveis, traumas nas gengivas, raízes expostas, retração de gengivas, boca seca, ardência bucal, sequelas de radioterapia ou quimioterapias.

  1.   Disfagia

A disfagia pode ser de origem orofaríngea ou esofágica. A fase orofaríngea começa na boca. Se a dentição do paciente for ruim, a mastigação do bolo alimentar pode não ser adequada. A incapacidade de mastigar os alimentos pode ser o resultado de menos dentes, dentaduras mal ajustadas, cárie ou doença periodontal avançada.

O dentista em cuidados paliativos deve avaliar todos os pacientes quanto à dor e função. Cárie e doença periodontal devem ser tratadas. A escolha do método para restaurar a função oral deve basear-se na longevidade prognóstica do paciente.

Quando necessário deve haver uma interação multidisciplinar, como o auxílio de um fonoaudiólogo para exercitar os músculos da deglutição ou mesmo o necessidade de medicamentos receitados por um médico.

  1.   Náusea e vômito

O principal problema oral associado ao vômito e náusea é que o vômito corrói os dentes e aumenta a gravidade da mucosite e estomatite. O vômito rouba o corpo dos nutrientes vitais necessários para o reparo.

A náusea pode impedir que os pacientes usem dentaduras, importantes para mastigação e, talvez de maior importância, sua qualidade de vida, afetando suas interações sociais devido à vaidade com os entes queridos. O uso de antieméticos ajuda a prevenir essa patologia, mas tem um efeito colateral importante da xerostomia e possível discinesia tardia.

Pacientes que apresentam esse sinais e sintomas podem fazer uso dos limpadores linguais , durante sua higienização bucal. Visto que está comprovando que o uso desses limpadores causa menos irritação e ansia de vomitos. A TePe Brasil tem uma linha linda e completa de limpadores linguais 100% sustentáveis. 

  1.   Xerostomia

Xerostomia é a sensação subjetiva de boca seca. É comum lidar com pacientes em cuidados paliativos portadores de xerostomia, devido ao uso de medicamentos ou mesmo do tratamento sujeito. Sendo essa um dos sintomas mais frequentes associados a pacientes terminais.

A bioXtra oferece uma linha completa de substitutos salivares que ajuda a trazer maior conforto ao paciente. A linha foi desenvolvida especialmente para hidratar, cuidar e refrescar em casos de baixa produção de saliva ou xerostomia. 

QUAL O PAPEL DA ODONTOLOGIA NOS CUIDADOS PALIATIVOS?

É um consenso que ter uma boca saudável pode promover uma melhor saúde geral. Como esses pacientes já estavam sofrendo de uma doença grave, seria melhor que não desenvolvessem mais doenças que podem se tornar complicações.

Os cuidados dentários paliativos são realizados para evitar o desenvolvimento de tantos problemas de saúde bucal, para que problemas de saúde de outras partes do corpo também possam ser evitados.

Existem situações onde a odontologia pode contribuir para o conforto e a qualidade de vida de pacientes que necessitam de cuidados paliativos:

  •  Agindo no alívio das dores orofaciais;
  •  Prevenção e tratamento de focos infecciosos oportunistas em boca;
  •  Controle de quadros de sangramento bucal;
  •  Readaptações e consertos de próteses dentárias;
  •  Na indicação de placas de proteção de mordida para pacientes com trismo ou de convulsões;
  • Prevenção e tratamento das feridas orais;
  • Prevenção e alívio dos efeitos da radioterapia e da quimioterapia, com destaque para a mucosite e a xerostomia;
  • Controle dos quadros de halitose, tanto de origem bucal quanto sistêmica;
  • Auxílio aos pacientes e seus familiares e cuidadores na realização da higiene bucal de rotina, para que seja realizada com delicadeza e de forma eficiente, evitando complicações relacionadas à higiene inadequada (como cárie, alterações na gengiva e pneumonias aspirativas).

POR QUE ESSES PACIENTES PRECISAM DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PALIATIVO

De forma direta, os pacientes que sofrem de uma doença que limita a vida precisam de cuidados dentários paliativos para ajudá-los a gerenciar os efeitos colaterais orais que acompanham a doença que possuem. Se você tem um familiar ou ente querido que está sofrendo de uma doença terminal, pergunte ao seu dentista como você pode ajudá-lo a controlar os sintomas orais.

Como As Bactérias Da Boca Podem Prejudicar Os Pulmões? Entenda Este Perigo!

Você sabia que bactérias da boca podem prejudicar seus pulmões? Essa é uma verdade, pois uma má saúde bucal pode ser um fator de risco para manifestações de doenças respiratórias, incluindo a doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC e a pneumonia.

Bactérias presentes no periodonto têm sido apontadas como agentes importantes no que diz respeito a fatores de risco para doenças, incluindo doenças respiratórias. Essa hipótese foi apoiada principalmente por estudos de pacientes em tratamento em unidades de terapia intensiva – UTI.

Nesse artigo vamos entender essa relação, como ela acontece, quais as principais consequências e como tratá-las.

O QUE É DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA – DPOC?

A doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC, é caracterizada pela obstrução das vias aéreas devido à bronquite crônica e/ou enfisema.

  1.   A bronquite crônica é uma condição inflamatória associada com a produção de muco que causa tosse com expectoração por no mínimo três meses ao ano, por dois ou três anos.
  2.   O enfisema pulmonar como sendo uma doença que destrói as paredes alveolares pulmonares, com ampliações anormais dos espaços aéreos para o bronquíolo terminal, possui características de uma doença inflamatória.

Normalmente, os pacientes são diagnosticados após os 40 anos de idade e, como os sintomas se desenvolvem lentamente, muitas vezes são confundidos com outros problemas de saúde.

Os sintomas compreendem tosse excessiva, cuspir muco anormal, falta de ar contínua e função pulmonar limitada. Os casos graves podem ser complicados por perda ponderal, pneumotórax, insuficiência cardíaca direita e/ou insuficiência respiratória aguda ou crônica.

O diagnóstico baseia-se na história, no exame físico, na radiografia do tórax e nos testes de função pulmonar.

O QUE É PNEUMONIA?

A pneumonia pode ser definida como uma infecção pulmonar, causada por fungos, vírus, infecção parasitária ou bacteriana e que se inicia através de colonização da cavidade oral e da mucosa da faringe.

Isso acontece pela aspiração desses microrganismos pelo trato aéreo inferior e/ou pelo fracasso dos mecanismos de defesa do hospedeiro.

A pneumonia bacteriana pode ser classificada como pneumonia adquirida na comunidade ou hospitalar também conhecida com pneumonia nosocomial.

A pneumonia adquirida na comunidade é causada tipicamente pela aspiração de bactérias que normalmente residem na orofaringe, como Streptococcus pneumoniae. Já pneumonia nosocomial acomete principalmente indivíduos institucionalizados, como pacientes de Unidades de terapias intensivas – UTIs.

COMO ISSO ACONTECE?

A doença periodontal ocorre com maior frequência em pacientes adultos e, da mesma forma, a doença pulmonar atinge em maior porcentagem pacientes com idades mais avançadas.

A cavidade oral foi considerada por muito tempo um potencial reservatório de patógenos respiratórios.

As infecções podem acontecer das seguintes formas:

  1. a) a aspiração pelo pulmão de patógenos orais capazes de causar pneumonia;
  2. b) a colonização da placa dentária por patógenos respiratórios seguida da aspiração;
  3. c) a facilidade da colonização dos patógenos periodontais na via aérea superior;

A composição bacteriana oral dos idosos tendem a se modificar frente a uma má higiene oral e a possíveis infecções bucais, como gengivite e periodontite. Assim, existe uma elevada incidência e a maior gravidade das infecções orais em idosos.

COMO MANTENHO MINHA BOCA SAUDÁVEL?

Disbiose é um termo usado para descrever um desequilíbrio microbiano e pode ser aplicado à boca. Embora muitos de nossos micróbios sejam necessários para digestão, para combater outras bactérias e manter a saúde geral da boca, essas populações devem ser equilibradas.

As bactérias causadoras da doença cárie e das doenças gengivais tendem a se alimentar e se prolifera quando recebem fontes de alimentos como açúcar e amido simples.

Por esse motivo, as maneiras mais simples de manter uma boa saúde bucal são:

  1.   limitando a quantidade de açúcar que você consome.
  2.   escovar os dentes, após as refeições;
  3.   fazer uso do fio dental, pelo menos uma vez por dia;
  4.   Não esquecer de higienizar bem a íngua, fazendo uso do raspador lingual;
  5.   Visitar seu dentista regularmente;

Você deve visitar o dentista a cada seis meses para uma limpeza e verificação para garantir que tudo esteja na sua boca. Se já faz algum tempo desde o seu último compromisso, agende um imediatamente.

TRATAMENTO

Tanto a DPOC quando a pneumonia possui tratamento, que feito da forma correta, algumas complicações podem ser evitadas.

O tempo de recuperação pode variar conforme o estado de saúde da pessoa antes de ser diagnosticada. Uma pessoa jovem e saudável geralmente responde melhor ao tratamento, voltando às atividades normais.