Já ouviu falar em líquen plano, mas não sabe o que é? – Entenda

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Se você não sabe o que é o líquen plano, este artigo é para você.

O líquen plano é uma doença inflamatória que atinge a mucosa bucal e também pode atingir a pele, cabelos e unhas.

Mas não se preocupe. Esta é uma condição benigna, que pode ser de longa duração e causar certo incômodo, mas nada que vá desencadear outros problemas de saúde.

Sua causa ainda é desconhecida, porém algumas hipóteses são investigadas. São elas: causa imunológica, psicogênica, neurológica, infecciosa ou ainda, estudos apontam que pode ser causado por conta de metais pesados, como ouro e mercúrio.

Quer saber mais sobre esse assunto tão comum e tão pouco falado?

Continue a leitura e aprenda conosco.

Fatores de risco do líquen plano

Os fatores de risco que estão envolvidos no aparecimento do líquen plano são os seguintes:

  • Pacientes portadores de Hepatite C tendem a ser mais propensos a desenvolver o líquen plano;
  • Pacientes depressivos e ansiosos também são alvo;
  • Pessoas que sofrem por exposição a ouro e mercúrio.

É importante ressaltar também que, o líquen plano costuma atingir com maior frequência os adultos de meia idade, ou seja, acima dos 30 anos, sem distinção ou ocorrência maior em um sexo do que no outro.

É muito incomum ver uma criança diagnosticada com líquen plano.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns em quem apresenta o líquen plano são:

  • Lesões nas vias orais

O líquen plano oral é uma forma do líquen plano que pode ou não estar associado às lesões cutâneas.

As manifestações aparecem comumente na mucosa ora, mas podem afetar outras áreas corporais.

As lesões nas vias orais podem se apresentar de diferentes formas, sendo elas: bolhas, placas, placas mais grossas (hipertróficas), erosivas e papulosas, podendo lhe fazer sentir dor ou não.

Geralmente, as lesões são encontradas nas laterais da língua e na parte interna das bochechas e gengiva, com uma coloração azul esbranquiçada.

Lesões cutâneas

As lesões cutâneas causadas pelo líquen plano, na grande maioria das vezes, são encontradas nas pernas, nas genitais e na parte interna dos pulsos, simetricamente.

Ou seja, se a lesão aparecer primeiro no seu pulso esquerdo, logo ela aparecerá na mesma região do pulso direito. E assim também ocorre nas outras partes do corpo citadas anteriormente.

Quem já passou por isso, queixa-se da coceira forte nas regiões onde as lesões aparecem.

Então, se você notar que nessas regiões apareceram algumas lesões, cobertas por algumas listras brancas e finas, chamadas de estrias de Wickhan, e com uma coloração vermelho-arroxeada e brilhante, procure um médico urgentemente.

Ao procurar um médico, você irá precisar…

Como dito no tópico anterior, ao notar o aparecimento desses sinais, procure um médico para realizar o diagnóstico de líquen plano e iniciar um tratamento.

E você sabe quais os profissionais que você podem diagnosticar o líquen plano?

Ao notar os sinais, você pode procurar por:

  • Dermatologista;
  • Infectologista;
  • Clínico Geral;
  • Dentista.

Antes de procurar auxílio médico, prepare-se para a consulta para que assim o seu tempo seja otimizado e o diagnóstico seja dado de forma mais rápida.

Já chegue para uma consulta portando uma lista com todos os sinais e sintomas que apareceram no seu corpo recentemente.

Se você faz uso de algum suplemento ou medicamento frequentemente, já diga no início da consulta e, se possível, vá para a sua consulta com um acompanhante.

Ao contar tudo o que aconteceu para o médico, provavelmente ouvirá perguntas referentes ao tempo de aparecimento dos sinais e sintomas, o que você costuma fazer para aliviar os sintomas, se você faz tratamento para cuidar de outra condição médica, etc.

Quanto ao diagnóstico do líquen plano, o médico poderá apontá-lo apenas realizando uma análise ocular das lesões presentes na boca e na pele.

E, se for necessário, poderá pedir uma biópsia das lesões para confirmar o diagnóstico de líquen plano.

Alguns exames de sangue poderão ser realizados a fim de descartar diagnósticos como o de hepatite, por exemplo.

Tratamento do líquen plano

O tratamento do líquen plano é realizado com o objetivo de reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e acelerar a cura.

O tratamento inclui:

  • Medicamentos anti-histamínicos, com o intuito de aliviar a coceira;
  • Medicamentos orais para acalmar o sistema imunológico, como corticóides e em casos mais graves;
  • Medicamentos orais derivados de vitamina A, que podem controlar a proliferação exagerada de queratina;
  • Enxaguantes bucais com lidocaína para anestesiar a área e tornar a alimentação mais confortável (para lesões bucais);
  • Corticosteroides tópicos;
  • Injeções de corticosteróides na lesão cutânea;
  • Terapia com luz ultravioleta com UVA ou UVB.

E o líquen plano tem cura?

Como dito no início do nosso artigo, o líquen plano não é uma condição nociva à saúde.

Ele costuma melhorar e, consequentemente, ser curado com o avanço do tratamento e se o paciente segui-lo de maneira correta.

Médicos apontam que o tempo máximo para o seu desaparecimento por completo é até 18 meses, podendo se estender por anos e acabar tornando-se uma doença crônica.

Esse artigo esclareceu suas dúvidas? Compartilhe com um amigo que apresente esses sintomas e ajude-o a ter uma vida melhor!.

O que é o Selo Eu Reciclo? Entenda a novidade da bioXtra!

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Cuidar do meio ambiente deve ser uma preocupação de todos. Entenda a novidade da bioXtra, a necessidade do descarte correto e os impactos gerados!

Os diversos problemas e questões que circundam a preservação ambiental tem sido levadas cada vez mais a sério. O plástico por se transformar em microplástico tras um grave impacto na natureza. Como o próprio nome já diz, esta é uma pequena partícula que polui e tem difícil retirada. 

Alguns centros de pesquisa e preservação ambiental instituíram a medida do microplástico com o tamanho máximo de 5 milímetros. Pelo tamanho, além de poluir a água e o solo, o microplástico se torna alimento aos animais do ecossistema afetado. 

A necessidade de se preocupar com todo o ciclo de vida de produtos e embalagens, principalmente os feitos em plástico, é um caminho que pessoas e empresas precisam tomar. A bioXtra reconhece sua responsabilidade ambiental e resolveu inovar!

bioXtra + sustentável

Com uma gama completa de produtos de higiene bucal de alta qualidade, os produtos bioXtra foram desenvolvidos especialmente para hidratar, cuidar e refrescar uma boca seca e sensível. Disponível em 4 aplicações diferentes, a bioXtra conta com Gel Oral, Spray, Creme Dental e Enxaguatorio. 

bioXtra é indicado para os seguintes casos:

  • Síndrome de Sjögren;
  • Líquen plano;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Xerostomia;
  • Depressão e ansiedade;
  • Diabetes;
  • HIV;
  • Dietas restritivas.

O bioXtra é um grande parceiro na saúde bucal e qualidade de vida de muitas pessoas e reconhece a necessidade de cuidar além. A sustentabilidade é uma pauta que abraçamos e por isso, agora todos nossos produtos tem o Selo Eu Reciclo!

bioXtra + Eu Reciclo

Líder em setor de gestão de resíduos sólidos tecnologias no Brasil, a New Hope Ecotech desenvolveu uma plataforma capaz de rastrear e armazenar dados da cadeia de reciclagem e criou o selo Eu Reciclo

O objetivo é certificar que as empresas destinam recursos para o desenvolvimento e operação das cooperativas de reciclagem. Desta forma, as empresas pagam as cooperativas para retirarem do ambiente uma quantidade equivalente de material ao das embalagens de seus produtos. 

Idealizado com a intenção de destinar de forma correta e com menor impacto no meio ambiente, esse processo garante a compensação ambiental e evita a marginalização dos agentes da cadeia de reciclagem.

Os esforços necessários para fazer a coleta individual de todo o lixo gerado por uma marca distribuída em território nacional são imensos e não geram resultados. Por isso a parceria com a Eu Reciclo é de tanto sucesso! 

O que é o trabalho da Eu Reciclo?

A New Hope Ecotech monta um conjunto de estratégias e ações de organização com foco no retorno de materiais bioXtra já produzidos e usados. A intenção é sempre que a logística reversa seja feita de forma rápida, eficiente e barata. 

A logística para chegar até o material é sempre alinhada entre a empresa e transportadora, que vai coletar nos locais indicados e condução até o local de descarte correto, reciclagem ou reaproveitamento. 

Como funciona a logística reversa da bioXtra?

Nossos produtos são comercializados em embalagens feitas em PET, alumínio e papelão, que são materiais de fácil reciclagem.

Recomendamos que após o uso dos seus produtos bioXtra, você busque um centro de reciclagem próximo para o descarte correto. 

Nossos esforços estão em reciclar 100% dos resíduos que geramos por todo Brasil! E nós precisamos da sua contribuição… Encontre um centro de reciclagem AQUI

Torne o mundo mais sustentável e seja um amigo da natureza. Compartilhe esse artigo nas suas redes sociais para atingir o maior número de amigos!

Microtia: entenda o que é, causas e como tratar!

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Condição que afeta a parte externa da orelha. Entenda o que é a microtia, qual a gravidade e como deve ser o tratamento!

A microtia nada mais é do que uma deformidade que afeta a parte externa da orelha, fazendo-a ser subdesenvolvida. Essa condição pode ser bilateral ou afetar apenas um lado. No caso de microtia unilateral, a orelha direita costuma ser mais afetada do que a esquerda.

Quando uma orelha é completamente subdesenvolvida o caso é chamado de anotia. Como as microtia e anotia têm a mesma origem e são semelhantes, muitas vezes é chamada genericamente de microtia-anotia.

A microtia é uma condição congênita rara que ocorre em cerca de 1 a cada 8.000 a 10.000 nascimentos.

Existem 4 graus da deformidade de acordo com a forma de apresentação, veja abaixo:

Grau I

Nesses casos, mesmo que pequeno, existe um canal auditivo. A orelha é afetada com o desenvolvimento incompleto mas tem estruturas identificáveis.

Grau II

O pavilhão auricular tem uma parte desenvolvida mas o canal auditivo fechado. Quem nasce com a microtia grau 2 sofre com uma perda auditiva considerável.

Grau III

Esse é o tipo de microtia mais comum. Nele existe a ausência total de todo pavilhão auricular, com apenas uma pequena estrutura parecida com o formato de um amendoim. Pacientes com grau 3 também não possuem canal auditivo e nem tímpano. 

Grau IV

Caso mais grave de deformação, no grau 4 o paciente não tem nenhum vestígio da orelha, canal auditivo ou anotia.

Causas da microtia

Essa deformação pode ser passada hereditariamente ou ocorrer de forma isolada. A microtia-anotia pode vir acompanhada de outras deformidades corporais ou ser causada pelo uso de isotretinoína (ruacutan) durante a gravidez.

Como tratar a microtia

O tratamento recomendado tem como objetivo cuidar da estética da orelha e viabilizar de fato a audição do paciente. 

Por ser uma condição congênita, a microtia é diagnosticada logo no começo da vida. Existe um exame que é recomendado após o nascimento, o audiograma; Também é recomendado o estudo da resposta auditiva evocada do tronco cerebral e testes comportamentais. 

Descobrir rapidamente a deformidade é necessário para acelerar os tratamentos e assegurar que a criança consiga ouvir o suficiente para desenvolver a fala fluente e na idade certa. 

Em casos que a criança tem total ausência da audição, é recomendado o uso de aparelhos auditivos logo nos primeiros meses de vida.

A avaliação para a reconstrução cirúrgica do pavilhão auricular é feita utilizando da cartilagem de outra parte do corpo, na maioria dos casos é usada o tecido torácico. A cirurgia é recomendada apenas a partir dos 10 anos de idade, já que nessa idade 90% do ouvido já está formado. 

Qual médico buscar?

O tratamento deve ser feito com um grupo médico de diversas especialidades para cobrir todas as necessidades. É recomendado o acompanhamento com as seguintes campos:

  • Otorrinolaringologista;
  • Fonoaudiólogo;
  • Pediatra;
  • Cirurgião Plástico.

Conhece alguém que tem microtia? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais com seus amigos e ajude na conscientização da deformidade congênita!

Doenças autoimunes podem afetar a sua saúde bucal? Descubra aqui!

As doenças autoimunes são causadas por conta das reações do sistema imunológico em relação aos nossos tecidos e órgãos.

E embora existam tratamentos para cada uma delas, ainda não se existe uma forma de estar totalmente curado.

As doenças autoimunes também são responsáveis pelo aparecimento de problemas na cavidade oral e, pensando nisso, preparamos este artigo para te explicar melhor sobre o assunto.

Quer saber mais? Continue a leitura.

Quais as doenças autoimune que afetam a saúde bucal e por que isso costuma acontecer?

As doenças autoimunes como a Doença de Crohn, o Lúpus (seja na sua forma sistêmica ou cutânea), a Psoríase e a Síndrome de Sjögren são as que mais afetam a saúde bucal de seus portadores.

Porém, as pessoas que são portadoras de doenças de origem imunológica também estão propensas a adquirir problemas na cavidade bucal.

Os sintomas mais recorrentes são: xerostomia (boca seca), queimação dos lábios, língua rígida, crescimento da gengiva de maneira excessiva, maior risco de aparecimento de cáries e doenças periodontais.

Além disso, é muito comum que muitas dessas doenças autoimunes apresentem os mesmo sintomas, como tonturas, fadiga e febre baixa, por exemplo.

Outro fator que deve ser levado em consideração no aparecimento dos sintomas é a hereditariedade e as questões hormonais.

As alterações nos hormônios podem fazer com que os sintomas sejam diferentes dos citados anteriormente e, por conta disso, aparecem algumas manifestações bucais em algumas doenças autoimunes.

As doenças autoimununes como a Doença de Crohn, o Lúpus e a Psoríase afetam diretamente a boca

De todas as doenças autoimunes que costumam afetar a cavidade oral, a Doença de Crohn é a que envolve todo o trato gastrointestinal.

As alterações bucais, como inchaço na gengiva e nos lábios e úlceras na boca, são os principais sintomas que os pacientes apresentam. Tudo isso desencadeia em grande dificuldade para se alimentar.

Já no caso da Psoríase, que é uma das doenças autoimunes que afeta a pele, tem como sintoma principal o aparecimento de placas brancas e descamativas no cotovelo, couro cabeludo e joelhos.

E, embora esta não seja uma doença que afete diretamente a cavidade oral, podem ocorrer também lesões nos lábios, na língua, gengiva e palato.

O lúpus, na sua forma sistêmica, afeta a cavidade bucal por conta do aparecimento de úlceras que podem ser, ou não, assintomáticas.

A Síndrome de Sjögren pode afetar a saliva

Conhecida como uma das doenças autoimunes mais comuns ao redor do mundo, esta síndrome está diretamente associada à artrite reumatoide.

Esta doença ataca as glândulas e como consequência, causa secura dos olhos, da boca e faz com que a saliva fique mais espessa e espumosa.

Além disso, as outras alterações na cavidade bucal são: aparecimento de cáries, halitose, alteração no paladar, dificuldade para deglutir, sensibilidade na mucosa e dificuldade para utilizar próteses dentárias, quando for o caso.

Para realizar o diagnóstico desta doença é necessário realizar uma sialomentria, que é um teste que determina como está o seu fluxo salivar.

A grande maioria dos pacientes portadores dessa síndrome apresentam uma infecção fúngica na cavidade bucal, conhecida como candidíase.

E, durante o tratamento, para minimizar os efeitos desta doença os profissionais indicam que os pacientes realizem visitas frequentes ao dentista e recomendam também uma boa higiene bucal.

A Fibrose Cística, também conhecida como a Doença do Beijo Salgado

Esta também é uma das doenças autoimunes que causam problemas na cavidade bucal.

A Fibrose Cística é caracterizada pelo transtorno raro que pode acarretar em um risco de vida que poderá comprometer os pulmões e o sistema digestório.

Isso ocorre porque a doença afeta as células produtoras de muco, sucos digestivos e suor, fazendo com que todas essas secreções tornem-se pegajosas e espessas, aderindo-se aos dutos e às passagens.

Desta forma, as alterações das funções glandulares poderá comprometer o bom funcionamento da cavidade oral e isso poderá afetar a saúde de um modo geral.

A nossa boca funciona como uma espécie de reservatório microbiano para as infecções pulmonares de origem crônica.

Outras doenças autoimunes que podem afetar a saúde bucal

Além de todas as doenças autoimunes citadas anteriormente neste artigo, algumas outras doenças autoimunes como a Diabetes Tipo 1, Doença de Addinson e Esclerose Múltipla também poderão desencadear em problemas na cavidade bucal.

Desta forma, é muito importante entender todas as implicações de cada uma das doenças autoimunes e assim, conversar com o seu dentista para que a melhor decisão seja tomada na hora de realizar o seu tratamento.

É muito importante que o dentista discuta todos os procedimentos a serem realizados no tratamento das complicações bucais causadas pelas doenças autoimunes para que o mesmo realize todos os passos da maneira correta e preze pela saúde bucal.

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Mucosite oral no tratamento do câncer, tem como se prevenir?

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A mucosite oral costuma surgir durante o tratamento contra o câncer, no qual são utilizados métodos como a quimioterapia e a radioterapia.

Apesar de muito eficazes e essenciais, esses tipos de tratamentos acabam trazendo muitos efeitos colaterais indesejados.

Por isso é comum que os pacientes tenham dúvidas sobre como prevenir a mucosite oral antes mesmo que ela surja ou ainda no início do problema.

Então resolvemos trazer esse artigo para que você saiba tudo sobre esse assunto.

Vamos lá!

O que é a mucosite oral?

A mucosite oral é uma forma de inflamação das mucosas da boca que costumam aparecer em quem faz tratamento contra o câncer.

Essa inflamação das mucosas pode ocasionar o surgimento de feridas, que podem ser extremamente dolorosas principalmente em casos mais graves, ocasionando um grande desconforto.

Em muitos casos, dependendo da gravidade das lesões, o paciente pode ter dificuldade tanto para falar quanto para se alimentar.

Apesar de poder surgir em diversas partes da região da boca e do pescoço, a mucosite é mais comum na boca.

Por que a mucosite oral surge?

Muitos pacientes que sofrem com a mucosite oral perguntam-se sobre o porquê de o problema surgir durante os tratamentos oncológicos.

Antes de qualquer coisa, é preciso falar sobre como se dá o tratamento oncológico, como a quimioterapia.

Esse tipo de terapia tem o intuito de eliminar as células tumorais, que têm como principal característica o fato de serem de crescimento rápido, ou seja, reproduzem-se e multiplicam-se de forma acelerada.

As células do trato gastrointestinal, que vai desde a boca até o final do intestino grosso, também têm essa característica de rápida reprodução e multiplicação, via divisão celular.

Por conta disso, as células da boca, da faringe, da laringe, do esôfago, do estômago e do intestino acabam sendo afetadas pela quimioterapia.

Com a eliminação das células dessas regiões do corpo, surge então a inflamação da mucosa, que é a mucosite.

Além da quimioterapia, a mucosite oral pode também surgir no uso da radioterapia. Por esse motivo o paciente que irá se submeter a ambos os tratamentos precisa ficar atento. 

Quais são os principais sintomas da mucosite?

É importante que os pacientes consigam identificar o quanto antes o quadro de mucosite, para que assim possam tratá-lo de forma precoce

Por isso é essencial ficar atento aos principais sintomas dessa inflamação nas mucosas, para que assim possa buscar auxílio médico para realizar um diagnóstico definitivo o mais rápido possível.

Os principais sintomas da mucosite oral são:

  • Feridas na boca, gengiva ou língua
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir
  • Dores fortes na boca
  • Vermelhidão na boca ou gengiva, apresentando-se inchadas
  • Manchas de coloração esbranquiçada ou com pus na boca, gengiva ou língua
  • Sensação de queimação ou dor extrema no momento de se alimentar
  •  Aumento na produção de muco ou saliva mais espessa

Quando a mucosite oral está em estado avançado, o paciente pode apresentar a boca e a língua inteiramente coberta por muco esbranquiçado, o que causa uma grande dor, sensação de queimação e impede totalmente a fala e a alimentação.

Como prevenir a mucosite oral?

Por ser um problema que traz tantos transtornos, nada mais importante do que conseguir evitar a mucosite antes que ela surja ou ainda nos estágios iniciais.

Mas como é possível fazer essa prevenção?

Há dois métodos muito importantes para prevenir a mucosite oral, que são a laserterapia de baixa intensidade e a crioterapia.

A laserterapia é feita quando a mucosite já está em desenvolvimento, para que assim as células afetadas possam reagir ao laser que é aplicado e possam ter o efeito que é esperado.

O tratamento com laser deve ser realizado após o início das terapias, seja a quimioterapia ou a radioterapia.

Por outro lado, a crioterapia é um tratamento de prevenção que deve ser feito antes e durante a aplicação da quimioterapia.

Ela consiste na sucção do gelo por parte do paciente, deixando assim os vasos sanguíneos mais finos, o que ajuda a reduzir a área alcançada pela circulação do medicamento, prevenindo a mucosite.

Uma dica essencial é o paciente sempre fazer uma consulta com um dentista antes de iniciar o tratamento oncológico.

Ele irá passar medicamentos ou produtos que ajudarão bastante a evitar a inflamação das mucosas.

Temos produtos como o spray oral (https://bioxtra.com.br/produto/spray-oral/) e o enxaguatório bucal (https://bioxtra.com.br/produto/enxaguatorio-bucal-bioxtra/) que são excelentes para manter o ambiente interno da boca.

 Conclusão

Como você viu, a mucosite oral é um dos piores efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos, trazendo um enorme desconforto e muita dor aos pacientes, impedindo-os de falar e se alimentar.

Neste texto, mostramos a você dicas de como prevenir a mucosite, antes de ela surgir ou ainda nos primeiros estágios.

Gostou do artigo de hoje sobre como prevenir a mucosite oral no tratamento do câncer?

Se você ficou com alguma dúvida sobre esse assunto, escreva abaixo nos comentários para que eu possa ajudá-lo.