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DISBIOSE BUCAL, ENTENDA O QUE É, E COMO ELA PODE AFETAR SUA SAÚDE!

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Hoje vamos conhecer o que é a Disbiose Bucal. Mas para isso, é importante conhecermos dois conceitos essenciais. O primeiro, é o conceito de microbioma humano, que é o conjunto da diversidade de microrganismos que colonizam nosso corpo.

E o segundo, é o conceito da disbiose, que pode ser definida como um desequilíbrio dessa diversidade de microrganismos. No caso a disbiose bucal é o desequilíbrio da microbiota bucal.

Microbiota Bucal

A cavidade oral pode abrigar centenas de microrganismos diferentes, onde podemos encontrar: arqueas, bactérias, fungos, protozoários e vírus, porém as bactérias são as mais presentes. É um ecossistema de, aproximadamente, 700 grupos bacterianos que habitam nas diversas áreas da boca.

A boca é um ambiente complexo e composta de muitas estruturas que atraem as bactérias (dentes, língua, gengiva e etc.), além de ser um ambiente perfeito para a colonização desses microrganismos por ser relativamente quente e é uma fonte de nutrientes e água.

Sabe o que é mais interessante? Que a nossa microbiota bucal é composta tanto por microrganismos “bons”, quanto “ruins”. E todos coexistem de forma harmoniosa entre si, e em harmonia com o hospedeiro.

As bactérias mais prevalentes na cavidade oral são estreptococos, lactobacilos, estafilococos, e vários bactérias anaeróbias. Todas pertencentes a um ecossistema bacteriano relativamente estável, e não é propenso a mudanças significativas.

Mas como isso funciona? Bem, como vimos a microbiota oral é composta por uma grande variedade de microrganismos, dentre eles temos microrganismos “bons”, que evitam a colonização da boca por microrganismos “ruins”, que são os patogênicos.

O que causa a Disbiose Bucal?

Contudo, a má higiene oral, o consumo frequente de carboidratos, o fumo, o uso de alguns medicamentos, pessoas imunocomprometidas ou com comorbidades e o estresse podem prejudicar a harmonia dessa microbiota. A quebra dessa harmonia, pode provocar alterações no ambiente bucal, favorecendo a proliferação de espécies patogênicas e, assim, o desenvolvimento de doenças.

Quando ocorre a disbiose bucal há uma proliferação excessiva de bactérias patógenas, que irá interferir com a função normal do sistema de defesa presente na boca. Essas bactérias irão aderir na formação do biofilme dental, também conhecida como a placa dentária.

Problemas Bucais

Biofilme

O biofilme, ou placa bacteriana, é um aglomerado bacteriano organizado que aderem às superfícies dos dentes, que precisa ser removido diariamente, através da escovação e do uso do fio dental. Quando o hospedeiro tem uma higienização deficiente, esse biofilme endurece com o acúmulo de bactérias e de seus substratos, formando o tártaro.

Como esse aumento de microrganismos patogênicos, a microbiota bucal passa a ser capaz de formar não apenas tártaro, mas a desenvolve diversas outras doenças bucais, como a cárie, gengivite, periodontite, dentre outras. Por exemplo, a proliferação do Streptoccus mutans aumenta o risco de cáries, e microrganismos como o P. gingivalis provocam reações inflamatórias na gengiva, causando a gengivite.

Gengivite

A gengivite é uma forma frequente e leve de doença gengival (doença periodontal), que causa irritação, vermelhidão e inflamação na gengiva que circunda a base dos dentes. Quando não tratada pode se transformar em doença gengival mais severa, denominada periodontite.

Periodontite

A periodontite é uma inflamação crônica das gengivas e estruturas de suporte dos dentes (osso e ligamento periodontal), pode apresentar sangramento das gengivas, mau hálito, mudanças no posicionamento dos dentes, alongamento dos dentes (recessão gengival), perda ósseo e dor.

Problemas Sistêmicos 

A inflamação crônica das gengivas tem sido associada a algumas doenças sistêmicas, como doenças respiratórias, diabetes, doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral.

Mas como os microrganismos saem da boca e agravam doenças pelo corpo?

Alguns estudos sugerem que as bactérias responsáveis ​​pela periodontite, podem entrar na corrente sanguínea através do tecido gengival, com o sangramento surge um ponto de entrada direto para bactérias periodontais na circulação sistêmica.

Algumas manifestações sistêmicas estão ligadas as doenças periodontais, tanto por manifestação direta como por reação inflamatória. Dentre essas doenças temos:

  • Diabetes: pessoas acometidas pelas diabetes devem ser informadas de que apresentam maior risco de periodontite. A inflamação da gengiva também dificulta a absorção de insulina, podendo causar uma de compensação glicêmica nos portadores de diabetes.
  • Gravidez: a periodontite na gravidez representa uma fonte potencial de microrganismos que podem entrar na circulação e ter potencial para influenciar a saúde da unidade feto-materna. Os principais resultados adversos da gravidez associados à doença periodontal incluem baixo peso ao nascer, parto prematuro e pré-eclâmpsia.
  • Doenças respiratórias: A pneumonia, envolvendo infecção nas vias aéreas, pode associar-se à periodontite, especialmente porque muitas bactérias patogênicas oportunistas são encontradas na cavidade oral. Paciente internados em UTI apresentando doenças gengivais, têm um risco maior de contrair Pneumonia Nosocomial.

Prevenção da Disbiose Bucal

Boa higiene bucal.

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos três vezes por dia, sem esquecer de higienizar a língua. E fazer uso do fio dental pelo menos uma vez por dia.

Consulte seu dentista regularmente

Você deve visitar seu dentista a cada 3 a 6 meses. Se você possui fatores de risco que aumentam suas chances de sofrer periodontite, como xerostomia, faz uso de medicamentos ou fumar, ou alguma doença sistêmica, pode ser necessário fazer essas visitas com mais frequência.

Boas dieta

Ter uma alimentação saudável e, se você tem diabetes ou obesidade, o controle na ingestão de carboidratos simples é importante para manter a boa saúde das gengivas.

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