Doença trofoblástica gestacional, entenda o que é e como tratar

 em Dia a dia, Tratamento

Doença grave que leva ao crescimento anormal de um óvulo fecundado. Entenda o que é doença trofoblástica gestacional e como é feito o tratamento!

Com o nome técnico de mola hidatiforme, a gravidez molar é a forma mais comum da doença e impede o corpo de desenvolver normalmente o feto. Causada pelo desenvolvimento de novas superfícies de contato com acúmulo de líquido, as vilosidades edemaciadas crescem parecendo cachos de uvas no corpo.

Também conhecida como mola hidatiforme, a condição nada mais é do que uma invasora na camada de músculo do útero. Apesar da mola poder ser parcial ou completa, as duas tem como principal característica o rápido crescimento da placenta.

Em seu estágio parcial ela raramente evolui para sua forma maligna. Já na completa, é importante saber que o tecido tumoral contém tecido fetal, o que caracteriza um feto saudável.

Principais sintomas da doença trofoblástica gestacional

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Sangramentos vaginais.

Casos graves podem ter como sintomas também:

  • Infecções no útero;
  • Infecção generalizada no sangue;
  • Pressão arterial muito baixa ou muito alta;
  • Aumento de proteína na urina (pré-eclâmpsia ou eclâmpsia).

Em casos de gravidez molar, a barriga cresce muito mais rápido do que durante a gravidez comum, porque as molas hidatiformes crescem mais rápido do que um feto. A medida que a massa de tecido é lesada, elas podem sair pela vagina em formatos que se parecem com cacho de uvas.

Estima-se que 80% das molas hidatiformes não geram o tecido tumoral, sendo assim inofensivas. Apenas 3% das condições se tornam cancerosas ao longo do tempo, sendo chamadas de coriocarcinomas, se espalhando rapidamente pela corrente sanguínea.

Grupo de risco

Mulheres com menos de 17 anos ou mais de 35 tem maiores chances de desenvolver a gravidez molar.

Por motivos ainda desconhecidos, as mulheres que residem em países asiáticos ou com descendências asiáticas têm maiores chances de desenvolver a doença. Cerca de 10 vezes mais possibilidades.

Como é feito o diagnóstico?

A mola hidatiforme pode ser diagnosticada rapidamente. A partir do momento que os testes de gravidez apresentam como resultado positivo, devem ser verificados movimentação e batimento cardíaco do feto. É uma situação de risco quando o útero parece maior do que o esperado para a quantidade de semanas.

A ultrassonografia deve ser feita para garantir a saúde do feto e no caso de gravidez molar, para acompanhar o crescimento da mola hidatiforme. Também devem ser feitos hemogramas para medir os níveis de hormônio Beta HCG. Caso os níveis estejam muito altos, um pedaço do tecido deve ser levado para biópsia.

Como é feito o tratamento?

Para a completa remoção da mola hidatiforme é normalmente feita por dilatação e curetagem com sucção. Em casos muito raros pode ser necessária a retirada completa do útero.

Casos que a retirada não é viável podem ser tratados com quimioterapia, combinando medicamentos para obter o sucesso do tratamento.

Após o tratamento de retirada é recomendado que as mulheres não engravidem no período de 6 meses a um ano. Pode ocorrer a recorrência das molas hidatiformes, por isso deve ter um acompanhamento médico próximo e atento. Realizando ultrassonografias desde o início da gestação.

Conhece alguém que já teve a doença? Deixe seu relato nos comentários abaixo!

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