Epilepsia: possíveis causas, consequências e tratamentos | bioXtra

Epilepsia: possíveis causas, consequências e tratamentos

 em Dia a dia, Tratamento

Doença crônica que causa crises com tremores e descontroles musculares. Entenda neste artigo o que é epilepsia, suas possíveis causas, consequências e tratamentos!

A epilepsia é uma doença crônica bem comum, no Brasil são diagnosticados 150 mil casos por ano. Nesta condição a pessoa tem uma alteração momentânea no funcionamento do cérebro, o que causa convulsões, perda de consciência e diversos outros sintomas.

As crises podem durar poucos segundos ou longos minutos. Além de poder acontecer com frequência irregular dependendo do caso e se a pessoa realiza o tratamento correto.

Durante as crises, o cérebro emite sinais confusos que podem ser restritos a um lado do cérebro, ou afetar os dois, sendo assim generalizada. Os sintomas podem ser diferentes na crise parcial ou geral. Porém, isso não quer dizer que seja mais ou menos grave.

Principais sintomas da epilepsia

  • Cansaço frequente;
  • Desmaios ocasionais;
  • Formigamentos;
  • Confusão mental;
  • Amnésia;
  • Contrações musculares ou espasmos;
  • Dores de cabeça;
  • Paralisia temporária após as crises;
  • Sonolência após as crises.

Pessoas com epilepsia podem sofrer também com crises de ausência. Nestes momentos a pessoa se sente desligada e em uma distorção de percepção com sensações estranhas, podendo ou não ocorrer movimentos descontrolados de algum membro. Também são comuns sinais visuais, auditivos e desconfortos no estômago.

A pessoa portadora de epilepsia têm maiores chances de desenvolver transtornos de ansiedade e depressão em algum nível.

As crises com convulsões são as mais reconhecidas como epilepsia. A pessoa primeiro perde a consciência e fica com os músculos enrijecidos, sofrendo depois com os tremores e as contrações involuntárias. Crises com duração maior do que 30 minutos podem deixar sequelas irreversíveis, pois afetam as funções cerebrais.

Possíveis causas da epilepsia

Em muitos casos não é possível fechar totalmente diagnóstico e apontar qual a causa da epilepsia naquela pessoa. Porém, as possíveis causas são:

  • Pessoas que sofreram lesões no cérebro;
  • Pessoas que sofreram com meningite no passado;
  • Pessoas com ovos de solitária no cérebro (neurocisticercose);
  • Pessoas que abusam de drogas e álcool.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da epilepsia é feito pelo médico neurologista, neurocirurgião e clínico geral. Com exames de eletroencefalograma e neuroimagem é possível fechar a comprovação da condição. Porém, existem casos em que os exames dão resultados normais e precisam de uma investigação do histórico.

Pessoas que tiveram crises convulsivas com certa frequência precisam investigar o caso para descobrir a possível causa e realizar os tratamentos corretos.

Existe cura para epilepsia?

A epilepsia não tem cura. Porém, existem casos que a pessoa em questão passa anos sem nenhuma crise e suspende a medicação utilizada. Quando sem sintomas e com a medicação suspensa devem continuar o acompanhamento clínico para investigar possíveis retornos.

Tratamentos indicados

O tratamento da epilepsia é feito principalmente com medicação via oral. Estes remédios evitam as descargas elétricas cerebrais que dão origem às crises.

Parte do tratamento deve ser feita cuidando da alimentação. A dieta é hipercalórica, rica em lipídios e deve ser acompanhada por um nutricionista ou endocrinologista.

Recomendações importantes!

Por falta de conhecimento da doença é normal as pessoas tomarem atitudes equivocadas ou não tomarem atitude nenhuma por medo de piorar a situação. Saiba como agir em casos de crises de convulsão para ajudar quem for preciso. Veja as dicas abaixo:

  • Nunca tente segurar a pessoa, deixe-a se debater;
  • Nunca balance ou bata na pessoa tentando “acordá-la” da crise;
  • Nunca jogue água no rosto;
  • Tire de perto coisas que a pessoa pode esbarrar e se ferir, como móveis;
  • Se a pessoa estiver babando deve ser deixada com a cabeça de lado para evitar sufocamento;
  • Se possível coloque um pano ou lenço entre os dentes para evitar que morda a língua;
  • Se a cabeça estiver voltada para baixo é bom levantar o queixo para respirar mais facilmente;
  • Veja se a pessoa tem alguma indicação como pulseiras ou medalhas com identificação médica de emergência ou diagnóstico;
  • Após a crise acabar deixe a pessoa descansar e se possível afrouxe roupas apertadas.

Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e ajude na conscientização da doença! Conhece alguém com epilepsia? Marque nos comentários!

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