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Pacientes de UTI devem ser acompanhados por dentistas, saiba porque!

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Pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva – UTI, devem receber cuidados especiais e constantes, não apenas para tratar a doença que levou à hospitalização, mas também para cuidar da sua saúde bucal, já que se encontra impossibilitado de realizá-la.

O cuidado necessário com a saúde bucal de uma paciente de UTI deve envolver uma equipe multidisciplinar, assim evitando certas manifestações bucais indesejadas com como cáries, doenças periodontais, e o mais comum deles o mau hálito.

Nesse artigo vamos falar sobre a importância da higiene bucal em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, como é o método de higiene bucal e porque o mau hálito está presente em pacientes internados.

PORQUE PACIENTES DE UTI TEM MAU HÁLITO E SUA SAÚDE BUCAL É IMPORTANTE?

Uma má higiene bucal, infelizmente, é comum nesses pacientes, que geralmente permanecem de boca aberta devido à intubação orotraqueal. Isso porque ainda não temos leis que exigem a presença de um dentista na unidade de terapia intensiva.

Com a boca aberta por muito tempo ocorre uma desidratação da mucosa da boca e leva a uma diminuição do fluxo salivar, o que facilita uma maior colonização de bactérias, e à predisposição de focos infecciosos.

Uma vez que o acúmulo de biofilme acontece maneira rápida e intensa, há uma diminuição da auto limpeza natural da cavidade bucal que é realizada pela saliva. Com o corre o surgimento de doenças periodontais ou mesmo de uma pneumonia hospitalar.

Devido a essa crescente colonização do biofilme ocorre uma interação entre bactérias nativas da cavidade bucal e patógenos respiratórios, contribuindo para o desenvolvimento de doenças como cárie, doença periodontal, necrose pulpar, mau hálito entre outras.

 Essas manifestações podem afetar a terapia empregada e o estado geral do paciente.

O QUE É A PNEUMONIA HOSPITALAR NO PACIENTE DE UTI?

Na unidade de terapia intensiva, deve-se incentivar uma relação direta entre saúde bucal e doença geral, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de pneumonia associada à ventilação mecânica.

A pneumonia hospitalar, conhecida como pneumonia nosocomial, pode se desenvolver a partir da broncoaspiração de patógenos presentes na microbiota bucal ou de doença periodontal, pela difusão hematológica dos patógenos presentes.

Cuidados odontológicos, como o protocolo correto de higiene bucal, devem ser realizados nas UTIs por um dentista treinado e uma equipe de enfermagem para ajudar a eliminar os possíveis reservatórios microbiológicos que comprometem esses pacientes.

O QUE É A ODONTOLOGIA HOSPITALAR?

A Odontologia Hospitalar é uma especialidade odontológica que visa a realização de cuidados e procedimentos relacionado com a saúde bucal de pacientes em âmbito hospitalar. De acordo com o Código de Ética Odontológico, compete ao cirurgião-dentista especializado em Odontologia Hospitalar, internar e assistir pacientes em hospitais.

Estudos realizados comprovam que indivíduos hospitalizados tendem a apresentar má higiene bucal e que a ausência desse profissional pode resultar no aumento e na complexidade do biofilme dental.

COMO É O MÉTODO DE HIGIENE BUCAL?

Dentre as opções de  higienização oral em paciente de UTI é recomendada a remoção química e mecânica do biofilme, tanto em indivíduos dentados como desdentados, uma vez que o método mecânico associado ao químico é mais eficaz.

A higiene bucal desses pacientes consistiu em uma limpeza mecânica com gaze atuando na manutenção da higienização dos dentes, gengiva, bochecha e língua, e controlando a colonização intensa de patógenos.

Isso tudo, associado uma limpeza química com aplicação tópica de clorexidina ou de substância enzimática, sendo que cada atendimento deve seguir as necessidades de cada paciente.

PORQUE O DENTISTA É TÃO IMPORTANTE NA EQUIPE DE UTI?

A presença de um dentista é indispensável para a realização e acompanhamento de uma boa higiene bucal dos pacientes hospitalizados em Unidades de Terapia Intensiva – UTI.

Pois estes pacientes necessitam de cuidados rigorosos devido a um quadro clínico caracterizado por imunodeficiência, fato que os tornam mais susceptíveis à instalação de infecções bucais.

As infecções bucais podem agravar o seu estado de saúde geral do paciente. Na maioria dos casos, pacientes hospitalizados em UTI encontram-se totalmente dependentes para a realização de higiene bucal adequada e eficiente, necessitando, assim, do suporte profissional.

A incorporação do cirurgião-dentista à equipe multidisciplinar de unidades de terapia intensiva é de suma importância, pois as alterações bucais são fontes de agravamento sistêmico e proliferação de processos infecciosos, o que é uma boa estratégia de prevenção.

 

 

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