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PROBLEMAS GÁSTRICOS PODEM AFETAR SUA SAÚDE BUCAL? COMO ASSIM?

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Você sabia que problemas gástricos podem afetar sua saúde bucal? Infelizmente, essa é uma verdade que muitos não sabem. Estudos recentes confirmam uma forte ligação entre a saúde bucal e a saúde geral.

 Dentre os problemas gástricos o que mais afeta nossa saúde bucal é a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

Se você quer entender como isso acontece, esse artigo irá apontar tudo o que você precisa saber sobre o assunto. O que é o refluxo, o que causa, quais problemas bucais ele pode causar, e qual seu tratamento.

 O QUE É REFLUXO GASTROESOFÁGICO?

O refluxo é uma doença digestiva, que ocorre quando os ácidos do estômago que auxiliam na digestão dos alimentos, retornam de maneira repetitiva ao esôfago em direção a boca, provocando sintomas desagradáveis e/ou complicações.

Segundo a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia – SBMD, esse é um dos diagnósticos mais comuns, pois se trata de uma doença que afeta cerca de 12% a 20% da população brasileira.

 QUAIS SÃO AS CAUSAS DO REFLUXO?

As principais causas do refluxo ácido são:

  1. Estilo de vida – uso de álcool, cigarro e obesidade;
  2. Dieta – Alimentos gordurosos e fritos, bebidas com cafeína, álcool, alimentos ácidos, como frutas cítricas, comida apimentada, etc.;
  3. Distúrbios alimentares – bulimia e excessos compulsivos;
  4. Hábitos alimentares – Consumir refeições grandes e / ou comer pouco antes de dormir;
  5. Hérnia de hiato: definida como a perda de força da musculatura da passagem do esôfago para o estômago, causando o refluxo;
  6.  Esclerodermia: é uma doença autoimune que causa inflamação no tecido conjuntivo;

 COMO OCORRE O REFLUXO?

O ácido do estômago é produzido para ajudar a digerir os alimentos. Normalmente ao engolir, o esfíncter inferior do esôfago (um músculo ao redor da parte inferior do esôfago) relaxa para permitir que alimentos e líquidos fluam no estômago. O esfíncter então retorna a uma posição fechada.

 Durante o refluxo, esse músculo não funciona adequadamente, permitindo que os ácidos fluam para cima o esôfago. Porém, enquanto o revestimento do estômago é forte o suficiente para lidar com os efeitos corrosivos desses ácidos, o revestimento do esôfago não é, então uma sensação de queimação ocorre.

Com o tempo, algumas pessoas podem desenvolver uma doença chamada Esôfago de Barrett. Embora incomum, uma vez diagnosticado, existe um risco maior de desenvolver câncer de esôfago.

 O IMPACTO NA SAÚDE ORAL

A exposição constante aos ácidos do refluxo pode provocar diversas manifestações na boca.

O que a maioria das pessoas não percebem é que o ácido que sobe pelo esôfago e acaba na superfície dos dentes, pode causar uma erosão do esmalte ao longo do tempo, devido ao baixo pH do ácido gástrico.

A superfície externa do esmalte dos dentes se dissolve como resultado da introdução de ácido gástrico na boca. O esmalte dos dentes começa a se dissolver em um pH (nível ácido) de 5,5 e o ácido do estômago tem pH de 2,0.

O problema bucal mais frequente em pessoas que apresentam refluxo é a erosão dentária, que pode ser definida como perda irreversível da estrutura dentária por um processo químico. 

Essa erosão dentinária pode levar ao aumento da sensibilidade, cárie dentária e, eventualmente, danificar os dentes à medida que eles se enfraquecem

Podemos destacar outras manifestações bucais como:

  • Boca seca;
  • Mal hálito;
  • Sabor amargo;
  • Disfagia;
  • Dor ao engolir;
  • Sensibilidades dentárias;
  • Dor generalizada na boca e irritação;
  • Desmineralização do esmalte;

COMO REDUZIR O RISCO DE PROBLEMAS A SUA SAÚDE BUCAL?

A prevenção tem o objetivo de reduzir o refluxo, aliviar os sintomas ao esôfago e aos dentes. Abaixo temos algumas mudanças comportamentais necessárias para essa prevenção:

  1.   Alimente-se em até três horas antes de dormir. Isso permite que o estômago fique vazio. Sem estímulo alimentar, a produção de ácido clorídrico do estômago diminui.
  2.   Evitar deitar-se logo após comer a qualquer hora do dia.
  3.   Evitando a ingestão de refeições grandes. A alternativa é comer refeições menores e mais frequentes ao longo do dia.
  4.   Evitando alimentos gordurosos e frituras, chocolate, cafeína, balas ou hortelã, alimentos condimentados, frutas cítricas e à base de tomate. Esses alimentos diminuem a competência do esfíncter inferior do esôfago.
  5.   Evitando a ingestão de álcool. O álcool aumenta a probabilidade de refluxo ácido.
  6.   Evite fumar. Fumar enfraquece o esfíncter inferior do esôfago e aumenta o refluxo.
  7.   Cuidado com o excesso de peso. Pessoas com sobrepeso e obesas são muito mais propensas a ter refluxo.
  8.   Discutir com seu médico a ingestão de certos medicamentos, como analgésicos de venda livre, incluindo aspirina, Ibuprofeno, etc. Estes podem agravar o refluxo em algumas pessoas.
  9.   Consulte um médico se os sintomas forem recorrentes ou se estenderem além de duas semanas.

TRATAMENTO

O tratamento consiste em controlar os sintomas, cicatrizar as lesões e prevenir complicações, podendo ser clínico ou cirúrgico. Isso vale tanto para o tratamento sistêmico quando para as manifestações bucais.

É provável que o seu médico recomende que você tente primeiro modificações no estilo de vida e medicamentos sem receita. Se você não sentir alívio dentro de algumas semanas, seu médico poderá recomendar medicamentos com necessidade de prescrição ou cirurgia.

O cirurgião-dentista tem um papel importante em ajudar a prevenir ou reduzir a erosão dentária que pode levar ao desgaste e cárie dentária, educando sobre as mudanças na dieta e no estilo de vida.

Em alguns casos, o dentista solicita o encaminhamento para o médico, gastroenterologista e ou nutricionistas pela necessidade de um tratamento multidisciplinar.

 

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