Síndrome do Túnel do Carpo: o que é, sintomas e tratamentos!

 em Dia a dia

Condição ortopédica que afeta em sua maioria mulheres de meia idade. Entenda o que é a Síndrome do Túnel do Carpo, sintomas e tratamentos!

A síndrome do túnel do carpo, de forma simples, nada mais é do que uma compressão no nervo do pulso que gera dormência e formigamento nas mãos e braços. Com mais de 150 mil casos por ano só no Brasil, essa condição é muito recorrente e poucas vezes diagnosticada corretamente. 

O nome de túnel do carpo é desta forma por ser uma passagem pequena pela qual nervos e tendões passam pelo pulso para a mão. Esse pequeno espaço é composto por ligamentos, ossos e tendões, incluindo o nervo mediano, que causa a doença. O nervo mediano é responsável por proporcionar sensibilidade a uma parte do dedo anelar, o dedo médio, indicador e polegar. 

Em mais de 50% dos casos, a doença é bilateral, o que gera mudanças na rotina e na capacidade motora do indivíduo. Em casos graves é observada a dificuldade do paciente segurar um copo, calçar os sapatos e até fechar uma tampa.  

Principais sintomas

  • Dor no punho ou na mão;
  • Dor latejante;
  • Dor que se estende até o cotovelo;
  • Formigamento ou dormência na palma da mão, polegar e nos dedos seguintes;
  • Coordenação motora dos dedos comprometida;
  • Perda de força do músculo do polegar e dificuldade de carregar uma bolsa;
  • Fraqueza em uma ou ambas as mãos.

Grupo de risco da Síndrome do Túnel do Carpo

Diversas situações podem ser associadas a condição, apesar de algumas vezes por si só não serem capazes de causar a doença, esses fatores podem aumentar as chances de desenvolver ou agravar. Entre o grupo de risco da síndrome do Túnel do Carpo estão os seguintes pontos:

Anatomia

Uma fratura anterior do punho ou deslocamento altera o espaço interno do túnel do carpo, o que cria uma pressão no nervo mediano que causa a doença. Quem tem o túnel do carpo menor é mais propensa a sofrer com a condição. 

Gênero

A doença tem uma predileção por mulheres, já que a área do túnel do carpo é um pouco menor do que em homens. Entre mulheres diversos fatores podem alterar o tamanho dos túneis, deixando-as mais propensas a doença.
A faixa etária mais propensa a doença é dos 30 aos 60 anos de idade. 

Problemas nas articulações 

Pacientes que já sofrem com doenças que inflamam recorrentemente as articulações tais como artrite reumatóide, tem maiores chances de desenvolver a síndrome. 

Alterações nos fluidos 

A retenção de líquido pode aumentar a pressão dentro do túnel do carpo e irritar o nervo mediano, o que pode estar associada a casos de menopausa e/ou gravidez. Existem casos em que a síndrome do túnel do carpo é passageira e dura só o período da gestação. 

Outras condições

Condições como diabetes, obesidade, disfunções da tireoide e insuficiência renal podem aumentar as chances de ter algum dano no nervo mediano que causa a síndrome. 

Como é feito o diagnóstico?

Caso a pessoa apresente os sintomas da condição é importante buscar acompanhamento médico para investigar, buscar o diagnóstico e dar início aos tratamentos. As especialidades médicas preparadas para atender esses casos são: 

  • Reumatologista;
  • Ortopedista;
  • Clínico geral.

Os exames para diagnóstico normalmente são feitos primeiro no consultório observando os movimentos da mão e fazendo alguns testes de dor, dormência, força e firmeza. Quanto aos exames clínicos podem ser requeridos:

  • Raio-x do punho para descartar casos de artrite;
  • Eletromiografia;
  • Monitoramento da velocidade de condução do nervo. 

Também é comum o questionamento sobre histórico familiar e a recorrência dos sintomas entre membros da mesma família. 

Tratamento indicado para a síndrome do túnel do carpo

Na maioria dos casos o tratamento é feito com imobilização do local com uma tala e uso de medicação anti-inflamatória. É recomendado o tratamento contínuo com um fisioterapeuta para aliviar dores na fase aguda e evitar a atrofia em casos graves. 

A cirurgia para liberar o túnel carpal é uma opção quando se esgotam as possibilidades de tratamento clínico, ou esses não geram mais resultados expressivos. Neste procedimento o ligamento que pressiona o nervo é cortado, o que alivia os sintomas. O procedimento tem sucesso em sua maioria. Porém, sequelas anteriores não são revertidas. 

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